- A patente da semaglutida, usada no Ozempic e Wegovy, acabou oficialmente nesta sexta-feira, 20, encerrando 20 anos de exclusividade da Novo Nordisk.
- A empresa não conseguiu prorrogar a patente por mais 12 anos, abrindo espaço para versões genéricas no Brasil.
- A Anvisa analisa 15 pedidos de registro nacionais de versões da semaglutida, com destaque para EMS, Ávita Care e Cristália.
- A expectativa é de que, até junho, pelo menos uma nova opção de caneta aplicadora receba aprovação.
- No médio prazo, deve haver redução de preços e maior acesso ao tratamento para diabetes tipo 2 e obesidade, com a Novo Nordisk mantendo Ozempic e Wegovy.
Após 20 anos de exclusividade, a patente da semaglutida chega ao fim nesta sexta-feira (20). A substância, usada para fabricar o Ozempic e o Wegovy, perde a proteção da Novo Nordisk, abrindo espaço para fabricantes nacionais.
A queda na proteção ocorre em meio a um cenário regulatório rigoroso: a semaglutida é um peptídeo com disputa entre regimes sintéticos e biológicos, exigindo avaliação técnica pela Anvisa. A aprovação depende de demonstração de segurança e eficácia.
Pedidos em análise e empresas envolvidas
Segundo o G1, 15 registros nacionais seguem sob análise da Anvisa. Entre as candidatas em estágio avançado estão EMS, Ávita Care e Cristália. A expectativa é aprovar ao menos uma opção de caneta aplicadora até junho, ampliando o acesso ao tratamento.
Até lá, a Novo Nordisk mantém a liderança com Ozempic e Wegovy. A perspectiva de médio prazo aponta para redução de preços e maior democratização do tratamento para diabetes tipo 2 e obesidade no Brasil.
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