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Endividamento do Reino Unido sobe inesperadamente para 14,3 bilhões de libras em fevereiro

Déficit público britânico atinge £14,3 bilhões em fevereiro, elevando incertezas sobre planos fiscais diante do temor de impactos do conflito no Irã

Rachel Reeves has deliberately increased borrowing for investment projects since Labour came to power in 2024 but has also raised taxes significantly.
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  • O déficit mensal do Reino Unido ficou em £ 14,3 bilhões em fevereiro, acima do esperado.
  • Dados da Agência de Estatísticas (ONS) foram influenciados pelo timing de pagamentos da dívida do governo.
  • O orçamento de janeiro foi revisado para £ 31,9 bilhões, ajudado por um aumento nas receitas de impostos.
  • O déficit acumulado de 11 meses até fevereiro caiu 21,1% frente ao mesmo período do ano passado, para £ 62,1 bilhões.
  • O total de borrowing no mesmo intervalo ficou em £ 125,9 bilhões, próximo de ficar abaixo da projeção anual da Office for Budget Responsibility (OBR) de £ 138,3 bilhões.

Britain registrou um deficit mensal inesperadamente alto de £14,3 bilhões em fevereiro, segundo dados oficiais. O déficit público aumentou em £2,2 bilhões na comparação anual, superando a previsão de economistas, que apontavam £8,5 bilhões.

O Office for National Statistics informou que o indicador foi impactado pelo momento dos pagamentos de dívida pública, com algumas parcelas caindo para fevereiro em vez de janeiro.

A instituição revisou ainda o superávit de janeiro, para £31,9 bilhões, ante £30,4 bilhões, ajudado por maior arrecadação tributária. O governo registra dívida para financiar despesas correntes.

Desempenho fiscal e projeções

Até fevereiro, o déficit primário em12 meses caiu 21,1% frente ao ano anterior, para £62,1 bilhões. O total acumulado de borrowing no período chegou a £125,9 bilhões, próximo de undershoot da estimativa anual do OBR, de £138,3 bilhões.

Analistas apontam que o conflito no Irã aumenta preocupações sobre o orçamento, com pressões de energia, inflação e juros. O espaço fiscal de £23 bilhões deixado pela equipe econômica pode ser vulnerável a choques.

O chanceler Rachel Reeves destacou que o governo teme manter o controle fiscal diante da turbulência. Segundo Reeves, medidas de aumento de receitas e decreto de inflação visam manter credibilidade orçamentária.

O Tesouro informou que as medidas para reduzir o custo de vida, incluindo cortes de tarifas de energia a partir de abril, ajudam a manter a economia em posição mais resiliente diante de riscos externos.

Cenário monetário e respostas

O Bank of England manteve a taxa básica em 3,75% em sua última decisão, sinalizando possível alta caso a inflação se reacenda. A instituição não descartou ajustes futuros diante de uma inflação pressionada.

Para a oposição, a expectativa era de mais cortes de juros neste ano para estimular consumo e reduzir custos para empresas. O aumento de preços do petróleo acima de US$ 100 por barril contribui para a incerteza.

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