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China restringe exportação de fertilizantes e eleva custos do agronegócio

China restringe exportação de fertilizantes, elevando custos do agronegócio global e preservando mercado interno; medidas podem se estender até agosto

Detalhe de manuseio de fertilizante agrícola
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  • A China passou a restringir as exportações de fertilizantes para proteger o mercado interno, pressionando preços globais.
  • Em meados de março, Pequim proibiu exportações de misturas de nitrogênio e potássio e de certas variedades de fosfato; vão sobrar apenas fertilizantes como sulfato de amônio.
  • A proibição pode abranger entre metade e três quartos das exportações do ano passado, representando até cerca de 40 milhões de toneladas, segundo a Reuters.
  • Os preços internacionais da ureia subiram em torno de quarenta por cento desde o início da guerra; os futuros na China estão próximos de uma alta de dez meses.
  • Países dependentes, como Brasil, Índia, Indonésia e Tailândia, acompanham a situação, com expectativas de continuidade das restrições e sem confirmação oficial sobre data de retomada.

A China impôs restrições às exportações de fertilizantes para proteger seu mercado interno, medida que visa evitar choques de preços externos. Em meados de março, Pequim proibiu misturas de nitrogênio e potássio e algumas variedades de fosfato. A proibição não havia sido anunciada formalmente.

A decisão ocorre em um momento de tensão global nos mercados de fertilizantes, agravada pela guerra no Oriente Médio e pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, que corta parte das rotas marítimas. O país é um dos maiores exportadores, com embarques acima de US$ 13 bilhões no ano anterior.

Segundo fontes da indústria, entre metade e 80% das exportações chinesas estariam sob restrição, com apenas alguns fertilizantes, como o sulfato de amônio, liberados. Isso pode representar até cerca de 40 milhões de toneladas de exportações afetadas.

A medida reflete o objetivo de Beijing de priorizar o abastecimento interno e sustentar os preços domésticos. Analistas apontam que o padrão de restringir suprimentos em crises tende a ampliar o aperto global.

Mercados já registravam alta de preços; a ureia teve elevação de aproximadamente 40% ante o período pré-guerra, e os contratos na China atingiram patamar próximo de máximas em 10 meses.

Impacto e atuação de compradores

O uso de fertilizantes é essencial para safras e produtividade, elevando custos para produtores. Em 2023, Brasil, Indonésia e Tailândia representaram parcela significativas das exportações chinesas, com Índia recebendo uma participação relevante.

Especialistas indicam que compradores de fertilizantes aguardavam intervenção chinesa para recompor oferta, mas a recente curva de restrições tende a ampliar o desequilíbrio entre oferta e demanda global.

Perspectivas e sinais de retomada

Alguns países buscaram garantias de continuidade no fornecimento. Filipinas informou que a China assegurou que exportações não seriam limitadas, mas não houve confirmação oficial de outras autoridades chinesas.

Vendedores ouvidos pela Reuters em conferência de fertilizantes em Xangai indicaram que não esperam suspensão das proibições antes de agosto, período que coincide com o pico de exportação chinês.

Entidades oficiais chinesas não comentaram imediatamente sobre o tema. Entre as autoridades envolvidas, não houve resposta aos pedidos de esclarecimentos.

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