- A NCP (National Car Parks), operadora de parques de estacionamento, pediu administração em Londres, diante de dívida de cerca de £305 milhões e dificuldade para pagar aluguel.
- A medida afeta 340 parques em todo o Reino Unido e cerca de 682 funcionários, com a possibilidade de venda ou reestruturação.
- Park24, dona japonesa da NCP, informou que os aluguéis estavam atrelados à inflação e que perdas estruturais persistiram, apesar de redução de custos e novos desenvolvimentos.
- Em 2017, Park24 comprou a NCP por £450 milhões; a empresa já enfrentou reestruturações anteriores para reduzir dívida e manter operação.
- Contratos públicos, incluindo com o NHS e o Home Office, devem ser impactados, pois a NCP vinha operando com contratos ativos, hoje significativamente reduzidos.
O grupo National Car Parks (NCP), tradicional operador de parques de estacionamento no Reino Unido, pediu administração em Londres, nesta semana, após não conseguir pagar aluguéis e enfrentar uma dívida de 305 milhões de libras. A medida pode afetar 340 parques em cidades, hospitais e aeroportos e cerca de 682 funcionários.
A administração, conduzida pela PwC, busca definir a melhor opção, possivelmente uma venda, enquanto todos os estacionamentos permanecem abertos por ora. A decisão ocorre diante de dificuldades de caixa após anos de perdas estruturais e custos com energia elevada.
A NCP pertence ao grupo japonês Park24, que herdou a operação em 2017. O fabricante de tempo de uso de vagas transferiu contratos considerados de menor desempenho para outra subsidiária, mantendo parte das concessões públicas. Park24 afirmou que, apesar de reduzir custos, as perdas persistiram.
O histórico da empresa, marcada por aquisições e reestruturações, mostra fases de crescimento e endividamento. Em 2012, um acordo com credores reduziu parte de sua dívida, mas novas pressões econômicas agravaram a situação financeira até chegar à atual administração.
O impacto envolve contratos com o NHS e o Home Office, além de outros clientes públicos. Em 2022, a NCP perdeu a concessão de parques da TfL para a concorrente Saba. A empresa registrou queda de reservas e margens, mesmo com aumento de receita em 2025, segundo dados divulgados pela Park24.
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