- Brasil tem juro real de 9,51% e fica na segunda posição mundial, atrás da Turquia, que tem 10,38%.
- Top 10 de juros reais: Turquia, Brasil, Rússia, Argentina, México, África do Sul, Indonésia, Hungria, Colômbia e Filipinas.
- Média mundial de juros reais entre 164 países analisados é de 2,18%.
- Em termos nominais, o Brasil aparece em quarto lugar, com 14,75%, atrás de Turquia, Argentina e Rússia.
- Fatores citados: inflação alta e política monetária restritiva elevam as taxas reais; há impactos de incerteza inflacionária e cenário fiscal no Brasil.
A Turquia lidera a lista mundial de juros reais, com 10,38% no levantamento conjunto da MoneYou e da Lev Intelligence. O Brasil fica em segundo lugar, com 9,51%. O estudo analisa as taxas ajustadas pela inflação em 164 países.
Entre os 10 com maiores juros reais, aparecem ainda Rússia (9,41%), Argentina (9,41%), México (5,39%), África do Sul (5,22%) e Indonésia (3,31%). Fecham a relação Hungria (3,02%), Colômbia (2,99%) e Filipinas (2,81%).
A média global de juros reais entre os 164 países analisados é 2,18%. Em termos nominais, o Brasil ocupa a quarta posição, atrás de Turquia, Argentina e Rússia.
Principais juros reais
Segundo a Lev Intelligence, as perspectivas inflacionárias foram revisadas para cima em boa parte dos países da lista. No Brasil, o elevado nível de juros reais reflete a dificuldade do Banco Central em conter a inflação, segundo o relatório.
O economista da Lev Intelligence, Jason Vieira, afirma que a inflação persistente e a postura conservadora da autoridade monetária ajudam a sustentar as altas. Ele aponta fatores como incerteza fiscal e mercado de trabalho restrito como causas locais.
Para o México e a Colômbia, o ponto-chave é o rendimento real após a inflação prevista nos próximos 12 meses, e não apenas o prêmio de risco. A Argentina permanece com juros nominais elevados, mesmo com redução no ritmo de alta de preços sob o governo Milei.
Fluxos de capitais e horizonte
Gandini Análisis aponta que o carry trade e a valorização cambial ajudam a atrair capital para países com altas taxas reais, mas com volatilidade maior. Entre latino-americanos, o Brasil aparece como destino de fluxos relevantes em potencial, segundo o relatório.
A lista de juros reais também mostra que Hong Kong e Polônia aparecem próximas ao topo, enquanto países com altas taxas nominais, como Turquia e Argentina, enfrentam condições macroeconômicas desafiadoras.
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