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Reino Unido reduz ajuda climática para países em desenvolvimento para 2 bilhões

Corte de cerca de 14% na ajuda climática a países em desenvolvimento leva o Reino Unido a aproximadamente £2 bilhões por ano, com orçamento total de ajuda em 0,3% do PIB

People gather in the dark outside a large tent with UK Aid logo and union jack in a compound of shelters in front of a school.
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  • O Reino Unido vai cortar a ajuda climática a países em desenvolvimento em cerca de 14%, para aproximadamente £2 bilhões por ano.
  • O orçamento total de ajuda externa foi reduzido a 0,3% da renda nacional bruta (GNI).
  • O financiamento climático fica em torno de £6 bilhões em três anos, mas especialistas sugerem que pode ser menor; anteriormente era £11,6 bilhões em cinco anos.
  • O dinheiro destinado a natureza e florestas, anteriormente com £3 bilhões, foi cancelado.
  • O governo afirma manter apoio a crises como Ucrânia, Sudão, Palestina e Líbano, reforçando ações diplomáticas; críticos alertam para riscos à segurança nacional.

O governo do Reino Unido vai reduzir o auxílio climático a países em desenvolvimento em cerca de 14%, para aproximadamente 2 bilhões de libras por ano. A medida integra um conjunto de cortes no orçamento total de ajuda, que passa a representar 0,3% da renda nacional bruta.

A mudança ocorre após embates com o Tesouro, que pressionava por cortes ainda maiores por causa da necessidade de recursos para defesa e economia em meio a conflitos regionais. O pacote completo amplia cortes em áreas como saúde, educação e assistência humanitária.

O governo informou que o financiamento climático somará cerca de 6 bilhões de libras em três anos, embora analistas avaliem que o montante efetivo pode ficar abaixo disso. No acumulado anterior de cinco anos, o Reino Unido destinou 11,6 bilhões de libras, cerca de 2,3 bilhões por ano.

A linha de financiamento anterior para natureza e projetos florestais, de 3 bilhões, também foi cancelada. A nova previsão abandona orçamentos quinquenais para permitir projetos de longo prazo, conforme o governo.

Yvette Cooper, ministra das Relações Externas, afirmou que o apoio será mantido para situações como Ucrânia, Sudão, Palestina e Líbano, com ações diplomáticas para prevenir conflitos. A mensagem ressalta que menos investimento exige foco em impacto.

Vários deputados da oposição expressaram preocupações com os cortes. Líderes parlamentares afirmam que reduzir recursos pode comprometer a resiliência de sistemas de saúde em países pobres e afetar a cooperação com aliados.

Antigos ministros do exterior alertaram que a redução dificulta avanços em saúde e educação em países da Commonwealth e pode favorecer regimes com valores distintos. Analistas veem risco de impactos negativos na segurança indireta do Reino Unido.

Defensores do meio ambiente destacam que a perda de biodiversidade e o colapso de ecossistemas representam ameaças à segurança nacional. A título de exemplo, organizações ressaltam que florestas tropicais são centrais à mitigação climática global.

Jonathan Hall, da Conservation International UK, afirmou que combater a crise climática depende de preservação de florestas tropicais. Segundo ele, cortar a verba destinada à natureza contraria recomendações de especialistas.

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