- O presidente panamenho, Jose Raul Mulino, chamou de “absurda” e “mentira” as acusações da unidade local da CK Hutchison sobre reculadas em arbitração envolvendo contratos portuários.
- Mulino afirmou que o governo está respaldado por advogados internacionais e que vai se defender.
- O governo destaca que PPC e subsidiárias não cooperaram, ocultaram informações e atrapalharam a transição coordenada, qualifica as declarações como falsas e difamatórias.
- A controvérsia envolve a rescisão dos contratos de concessão que davam à PPC o controle dos portos de Balboa e Cristóbal, após decisão judicial que considerou os acordos inconstitucionais.
- Após a anulação com apoio do Supremo, foram concedidas concessões temporárias de dezoito meses; a APM Terminals administra Balboa e a TIL Panama, unidade da MSC, assume Cristóbal.
Panamá vive uma tensão entre o governo e a CK Hutchison após a anulação de contratos de concessão de portos. O presidente José Raúl Mulino chamou as alegações da controladora Panamax Ports Company, unidade local da CK Hutchison, de “escandalosas” e “mentirosas” nesta quinta-feira. O governo afirmou contar com consultoria internacional para a defesa no processo arbitral.
A CK Hutchison afirmou que a PPC teria perdido o prazo de 13 de março para responder aos procedimentos, e que autoridades buscaram extensão por não terem representação legal. O governo panamenho, porém, rejeitou as acusações e acusou a empresa de não cooperar, ocultar informações e obstruir a transição coordenada.
O pano de fundo envolve a revisão dos contratos que deram à PPC o controle dos portos de Balboa e Cristóbal. Com decisões judiciais, o governo iniciou a reversão das concessões, anunciando concessões temporárias de 18 meses. Hoje, a Balboa opera pela APM Terminals, enquanto Cristóbal fica sob a TIL Panama, unidade da MSC.
Contexto da disputa
O episódio ocorre em meio a pressões estrangeiras sobre a presença de atores chineses na região estratégica do canal. As operações de Balboa e Cristóbal passam por reestruturação após a Suprema Corte respaldar a anulação dos acordos, gerando incertezas sobre rendas e investimentos.
Situação atual das concessões
O governo informou que segue com a transição, sob acompanhamento de autoridades e advogados internacionais. As mudanças visam assegurar a continuidade operacional dos portos enquanto se definem o novo modelo de gestão e investimentos.
- A disputa envolve requisitos legais, prazos processuais e a condução de uma transição que afeta operações logísticas no Pacífico e no Atlântico.
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