- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, em evento em São Paulo, que Dario Durigan será o substituto de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda.
- Durigan, secretário-executivo da pasta, tem histórico no setor público e privado e atuou em políticas de aumento de tributos e na soma de reformas tributárias.
- O desafio dele inclui coordenar a equipe econômica durante a campanha de Lula à reeleição, com foco em reformas, regras fiscais e eventuais ajustes de impostos sobre consumo.
- A meta fiscal para 2026 é superar saldo zero, com estimativa de 0,25% do PIB, equivalente a cerca de R$ 34,3 bilhões, mas pode haver rombo de até 23,3 bilhões mesmo apresentando resultado positivo segundo as regras do arcabouço.
- Além disso, Durigan precisará lidar com um cenário externo mais conturbado por conflitos no Oriente Médio, altas do petróleo e impactos inflacionários, já levando o governo a considerar medidas como redução de impostos e subsídios para o diesel.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, nesta quinta-feira (19), que Dario Durigan será o substituto de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda. A confirmação ocorreu durante um evento em São Paulo, quando Lula pediu que Durigan se apresentasse ao público.
Durigan, secretário-executivo da Fazenda desde 2023, já atuou em setores público e privado. Ele atuou nas chamadas medidas de recomposição de receitas, nos aumentos de tributos anunciados recentemente, na regulamentação da reforma tributária do consumo e na renegociação da dívida dos estados.
A expectativa é de que Haddad deixe o cargo para concorrer ao governo de São Paulo, abrindo espaço para Durigan chefiar a pasta até o fim do mandato de Lula. Haddad participou do evento e fez um discurso de balanço de gestão.
Desafios na Fazenda
Durigan terá de coordenar ações econômicas durante a campanha de reeleição de Lula, em um cenário de tensão política e desinformação. Entre as pautas previstas estão a regulamentação da reforma tributária, a implementação da CBS em 2027 e a possível cobrança do imposto seletivo sobre bens como bebidas alcoólicas e cigarros.
O governo trabalha para cumprir a meta fiscal de 2026, com saldo positivo de 0,25% do PIB, equivalente a cerca de R$ 34,3 bilhões, considerando o arcabouço fiscal vigente. Despesas obrigatórias pressionam o espaço para investimentos e gastos livres.
Além disso, Durigan enfrentará o ajuste orçamentário até o encerramento de 2026, com expectativa de manter o superávit em meio a limitações de gasto impostas pelo arcabouço. O cenário externo, marcado pela guerra no Oriente Médio, também pode elevar a volatilidade de preços internacionais do petróleo.
A ele caberá ainda lidar com impactos de possíveis reajustes de combustíveis e com medidas anunciadas para conter a inflação, incluindo pacotes de redução de impostos e subsídios para o diesel. O objetivo é manter a política econômica estável durante o ano eleitoral.
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