- O Tesouro dos EUA disse que pode remover sanções sobre o petróleo iraniano carregado em petroleiros, cerca de 140 milhões de barris, para manter o abastecimento.
- A medida ajudaria a cobrir de dez a 14 dias de oferta global, reduzindo o impacto da saída do estreito de Hormuz pelo Irã.
- O governo já havia adotado uma ação semelhante para o petróleo russo retido em navios, acrescentando cerca de 130 milhões de barris ao fornecimento mundial.
- Uma possível isenção seria semelhante à usada para o petróleo russo, liberando vendas de óleo cru já retido por um período restrito.
- Especialistas avaliam que o efeito no longo prazo sobre os preços pode ser limitado e que o timing pode beneficiar o Irã, com críticas sobre o custo político e estratégico.
O governo dos EUA pode suspender, em breve, as sanções sobre o petróleo iraniano retido em navios no mar. A afirmação foi feita pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, nesta quinta, em meio à tentativa de conter altas de preço provocadas pelo fechamento do estreito de Hormuz pelo Irã.
Segundo Bessent, cerca de 140 milhões de barris estariam desalavancados das sanções, o que representaria entre 10 e 14 dias de oferta adicional. O petróleo iria, em grande parte, para o mercado global, com impacto direto sobre a pressão de preços.
A medida se aproxima de um precedente recente, quando o Tesouro liberou temporariamente o petróleo russo retido em tankers, aumentando a oferta global. Uma possível isenção semelhante poderia acelerar a entrada de crude já comprometido com a China em mercados mais amplos.
Fontes familiarizadas com o planejamento indicam que, se a administração Trump flexibilizar as sanções, a liberação poderia ocorrer dentro de um prazo curto e seguiria um modelo de exceção utilizado para o petróleo russo. A ideia é ampliar a oferta sem abrir intervenção nos mercados futuros.
Bessent afirmou que o governo também tomaria outras medidas para aumentar o fornecimento de petróleo, incluindo a liberação unilateral de estoques da Reserva Estratégica de Petróleo (SPR), além da ação coordenada do G7 que liberou 400 milhões de barris recentemente. A intervenção seria no abastecimento físico, não nos mercados financeiros.
Especialistas divergem sobre o efeito dessa medida. Alguns apontam que, a curto prazo, a liberação pode reduzir pressões inflacionárias, mas ressaltam que não resolve conflitos de longo prazo envolvendo o Irã. Analistas avaliam que o benefício pode ser limitado e que o Irã poderia obter ganhos com as vendas liberadas.
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