- Reguladores dos EUA devem votar para reduzir os requisitos de capital de grandes bancos em 4,8%, liberando capital para instituições como JPMorgan Chase, Goldman Sachs e Morgan Stanley.
- Bancos regionais maiores teriam queda de 5,2% nesses requisitos, enquanto bancos com menos de 100 bilhões em ativos veriam redução de 7,7%.
- As mudanças fazem parte de uma revisão do Basel III, criada após a crise de 2008 e discutidas após episódios recentes de instabilidade bancária.
- A senadora Elizabeth Warren criticou a proposta, afirmando que beneficia megabancos e pode reduzir crédito a pequenas empresas e famílias.
- A iniciativa é liderada pela governadora da Federal Reserve, Michelle Bowman, que defende regulações mais eficientes e bancos mais aptos a sustentar o crescimento econômico.
A normativa financeira dos EUA pode ser flexibilizada, com redução das regras de capital para os maiores bancos do país. A medida envolve a exigência de capital para cobrir ativos de risco, revisando limites impostos após a crise de 2008. A proposta é de reduzir esses saldos em até 4,8%.
A votação ficará a cargo do Federal Reserve, nesta quinta-feira, para bancos como JPMorgan Chase, Goldman Sachs e Morgan Stanley. Bancos regionais maiores devem ter queda de 5,2%, enquanto instituições com menos de 100 bilhões de dólares em ativos podem ter redução de 7,7%.
A mudança busca uma revisão do conjunto Basel III, visando regularidade mais eficiente e maior apoio ao crescimento econômico. A proposta foi liderada pela vice-presidente de supervisão do Fed, Michelle Bowman, indicada pelo governo de Donald Trump.
Críticos afirmam que a flexibilização pode ampliar riscos no sistema financeiro e reduzir crédito para pequenas empresas e famílias. A senadora Elizabeth Warren, que acompanhou a regulamentação, sustentou que as mudanças favorecem grandes acionistas e executivos.
Pelo lado regulatório, Bowman afirmou em discurso que as reformas visam manter a resiliência financeira, ao mesmo tempo em que simplificam a regulação de atividades de baixo risco. A ideia é evitar efeitos indesejados de regras muito calibradas.
Após o colapso do SVB em 2023, houve debate sobre o aperto de Basel III, com bancos de grande porte defendendo menos rigidez. A revisão em curso busca equilibrar estabilidade com condições para o crédito empresarial e familiar.
A proposta sinaliza um recuo significativo nas restrições pós-crise, em meio a disputas entre autoridades, grandes bancos e legisladores. O resultado pode influenciar o custo de capital e a disponibilidade de crédito nos próximos meses.
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