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Dario Durigan assume Ministério da Fazenda no lugar de Haddad

Dario Durigan assume a Fazenda em meio a crise externa, meta de superávit e ajustes econômicos em ano eleitoral

Secretário executivo da Fazenda, Dario Durigan. — Foto: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda
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  • Dario Durigan, atual secretário-executivo, assumirá a Fazenda substituindo Fernando Haddad, que deixará o cargo para concorrer ao governo de São Paulo.
  • O anúncio foi feito em evento em São Paulo nesta quinta-feira, 19 de março, com o presidente Lula apresentando Durigan como substituto de Haddad.
  • Durigan atuou desde 2023 em medidas de recomposição de receitas, gestão de tributos e na condução de temas como reforma tributária de consumo; tem passagem pela Advocacia-Geral da União e, no setor privado, como diretor de Políticas Públicas do WhatsApp.
  • Os principais desafios incluem coordenar a área econômica durante a campanha de Lula, discutir a reforma tributária (incluindo o imposto seletivo) e manter o orçamento público com meta fiscal de 2026, que pode implicar em déficit de até 23,3 bilhões de reais mesmo com saldo positivo oficial.
  • O cenário externo, com guerra no Oriente Médio elevando o preço do petróleo, deve pressionar inflação e juros, enquanto o governo avalia medidas como redução de impostos e subsídios para o diesel.

Dario Durigan, atualmente secretário-executivo e nº 2 da Fazenda, deve chefiar o Ministério da Fazenda até o fim do mandato de Lula. A troca ocorre no dia 19 de março, quando Haddad encerra sua atuação para disputar o governo de São Paulo. Lula participou do anúncio em evento em São Paulo, apresentando Durigan como substituto.

Durigan atuou desde 2023 na gestão de políticas de arrecadação e na articulação da reforma tributária sobre o consumo. Também atuou na renegociação da dívida dos estados e teve passagem pela Advocacia-Geral da União entre 2017 e 2019, além de passagem pelo setor privado de 2020 a 2023.

Trajetória

Formado em Direito pela USP, Durigan tem perfil discreto, porém boa relação com interlocutores do governo e percepção de ser articulador junto ao empresariado e à economia real. Faz parte de equipes que lidaram com aumentos de tributos e regras de arrecadação.

Desafios e cenário fiscal

À frente da Fazenda, Durigan coordenará ações econômicas durante a campanha de reeleição de Lula, em meio a tensões com a oposição. Temas como reforma tributária, fim de jornada 6 por 1 e incentivos a setores específicos devem ganhar pauta.

A regulamentação da reforma tributária envolve o imposto sobre consumo (CBS) com implementação em 2027, com normas de transição já sendo divulgadas. O imposto seletivo, conhecido como imposto do pecado, também precisará de debate no Legislativo.

No âmbito orçamentário, o governo busca superávit em 2026, com meta de 0,25% do PIB (aproximadamente R$ 34,3 bilhões). O arcabouço fiscal permite despeses de precatórios até certo teto, o que pode abrir rombo real de até R$ 23,3 bilhões.

O espaço de gastos livres deve ficar mais restrito, conforme analistas, já que despesas obrigatórias crescem acima de 2,5% ao ano. O cenário internacional, com guerra no Oriente Médio, deve elevar o petróleo e pressionar inflação, influenciando juros e empregos.

O ministério já sinalizou medidas para amenizar impactos, como redução de impostos e subsídios ao diesel, em resposta às pressões externas e à volatilidade de preços. As ações visam manter a neutralidade fiscal e apoiar a recuperação econômica.

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