- Cathie Wood, fundadora da ARK Invest, visitou Colômbia, Peru e Chile e lançou ETFs ligados à inteligência artificial, robótica, genômica e tecnologia financeira, com negociação no Mercado Global Colombiano e no Peru, e planos de ampliar no Chile.
- Ela afirma que empresas latino-americanas estão mais preparadas para lidar com volatilidade econômica e política, o que facilita adaptação e execução.
- A proposta dos ETFs não é exposição direta aos índices tecnológicos dos Estados Unidos, e sim uma carteira com ativos diversos, incluindo Mercado Livre e Nubank, visando diversificação para investidores locais.
- A expansão ocorre em meio a desempenho misto da ARK: o fundo de fintech teve rentabilidade próxima de trinta por cento em 2025, enquanto o principal veículo acumula queda superior a cinquenta por cento em cinco anos; investidores latino-americanos foram decisivos para a expansão.
- Wood aponta oportunidades em IA “incorporada” a setores físicos como mobilidade autônoma e saúde, além de manter visão otimista sobre Bitcoin como potencial maior ativo no ecossistema de ativos digitais.
Cathie Wood, fundadora da ARK Invest, visitou a América Latina para acompanhar a aceitação de seus ETFs ligados a IA e explorar expansão na região. A executiva destacou a resiliência de empresas locais em cenários voláteis.
Em conversa com Bloomberg Línea, Wood afirmou que companhias latino-americanas estão mais preparadas para manejar ciclos adversos, o que, segundo ela, favorece a atuação de seus ativos no portfólio global. A aposta é por maior integração regional.
A gestora lançou ETFs na Colômbia e no Peru, com planos de avançar no Chile, em parceria com a Capital Strategies. A proposta visa oferecer ativos de IA, robótica, genômica e tecnologia financeira por plataformas locais.
Em paralelo, Wood ressaltou que a carteira de fintechs já inclui Mercado Livre e Nubank, destacando a experiência de gestão na região. Ela diz que a volatilidade macroeconômica e geopolítica favorecem aprendizados de gestão locais.
Estrutura de atuação e expansão regional
A estratégia dos ETFs da ARK envolve negociação no Mercado Global Colombiano e no Peru, com perspectiva de ampliar o alcance para mais países andinos e do Pacífico. A integração das bolsas colombiana, peruana e chilena é citada como objetivo de longo prazo.
Wood sustenta que as carteiras propostas divergem de simples exposição aos índices tecnológicos dos EUA, buscando baixa correlação com setores bancários e de serviços públicos presentes na região. A meta é diversificação para investidores locais.
A expansão ocorre num momento de desempenho misto de fundos da ARK, com forte valorização de um veículo de fintechs impulsionado por IA e queda de outro instrumento-chave nos últimos cinco anos. O cenário é descrito sem prejuízo de cautela.
Perspectivas de inovação e riscos
A executiva vê potencial de crescimento em IA aplicada à mobilidade, saúde e edição genética, apontando avanços como diagnósticos precoces e tratamentos. Ela indica que a demanda por tecnologia biomédica tende a acelerar nos próximos anos.
Sobre o ambiente regulatório e o crédito privado, Wood sinaliza riscos específicos, mas sem indicar problemas sistêmicos. Ela destaca que o tamanho do mercado global de IA oferece oportunidades de entrada com custos menores de treinamento.
No radar geopolítico, o conflito no Irã e a volatilidade dos preços do petróleo influenciam as expectativas de inflação. Wood avalia que, ainda assim, os mercados atingiram patamares elevados, com inevitáveis ajustes.
Visão sobre o futuro dos ativos digitais
Para Wood, o bitcoin mantém posição de destaque como possível maior ativo dentro do ecossistema de criptoativos, mesmo com recentes oscilações. A projeção de preço de longo prazo permanece em US$ 1,5 milhão no cenário otimista.
O conjunto de apostas consolida uma mensagem: a América Latina pode abrigar demanda por ativos de inovação, enquanto IA, software e criptoativos redefinem a alocação de capital na região.
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