- Países do sudeste asiático adotam medidas para economizar energia diante da maior interrupção de fornecimento de petróleo já registrada, causada pela guerra no Oriente Médio.
- Na Tailândia, âncoras online deixaram de usar casacos e o governo orientou redução do uso de ar-condicionado; aumento da mistura de biocombustíveis e suspensão de parte das exportações de petróleo estão entre as ações.
- Na Filipinas, o governo prepara subsídios para motoristas de transporte público e o Senado concedeu ao presidente poderes emergenciais para suspender ou reduzir impostos sobre combustíveis.
- O Vietnã pediu às empresas que adotem trabalho remoto para parte dos trabalhadores e busca ampliar acesso a petróleo cru com apoio de Japão e Coreia do Sul.
- A crise impacta diretamente a renda de pessoas como motoristas de jeepney e motoristas de triciclo, com aumentos diários de preço e medidas adicionais, como possíveis racionamentos e cortes de consumo público.
Locais da Ásia Sudeste adotam medidas para conter consumo de energia diante da alta de preços causada pela interrupção no fornecimento de petróleo global, provocada pela guerra no Oriente Médio. Países importadores líquidos dependentes do Médio Oriente buscam reduzir demanda pública e manter serviços essenciais.
Na Tailândia, autoridades recomendam uso moderado de ar condicionado e ajustes na vestimenta de informadores na TV. O governo sinaliza ainda possible medidas adicionais, como redução de iluminação pública e prioridade a caronas, para diminuir consumo.
Na Filipinas, o Senado autorizou o presidente a suspender temporariamente ou reduzir impostos especiais sobre óleo, em conjunto com um pacote de medidas de economia de energia. O objetivo é atenuar o impacto sobre transportes públicos e serviços estatais.
Na prática, o governo filipino distribui ajuda em dinheiro a motoristas de transporte público e reduz o consumo de energia em órgãos federais entre 10% e 20%. A população depende fortemente de petróleo importado, com 90% das necessidades de petróleo vindo do Golfo.
Em Bangkok, supermercados e postos de combustível registraram compras de pânico, com filas e sinais de “esgotado” em alguns estabelecimentos. As medidas de racionamento visam manter suprimentos e evitar desabastecimento.
Feiras, templos e operações agrícolas também registram impactos. Um templo no nordeste da Tailândia suspendeu serviços de cremação após restrições na compra de combustível, segundo a imprensa local. Em Ayutthaya, um parque de elefantes relata deslocamento de animais para o trabalho devido à limitação de combustível.
Ao mesmo tempo, governos trabalham para ampliar fontes alternativas. A Tailândia pretende elevar o uso de biodiesel de 5% para 7% e suspender grande parte das exportações de petróleo. A Indonésia acelera programa de biodiesel com mistura de 50% óleo de palma. Vietnã busca apoio de Japão e Coreia do Sul para ampliar acesso a petróleo cru.
Analistas apontam vulnerabilidade de grandes economias da região diante da crise de preços. Dados recentes indicam que países como Filipinas, Tailândia e Vietnã dependem fortemente de importação de energia e são sensíveis a oscilações de preço.
Em termos financeiros, subsídios a diesel pesam sobre os cofres públicos. Na Tailândia, o custo de subsídios aos diesel supera 1 bilhão de baht por dia, adicionando pressão orçamentária a curto prazo.
A atual conjuntura prolonga a procura por soluções rápidas e eficientes para reduzir consumo, aumentar eficiência e manter o abastecimento, sem ampliação de custos para a população. Até o momento, as medidas variam entre restrições operacionais e estímulos à economia de energia.
Entre na conversa da comunidade