- Proposta de Imposto sobre o Patrimônio na Dinamarca é de 0,5% para fortunas acima de um patamar elevado, com cerca de 20 mil dinamarqueses pagantes (aproximadamente 1 em cada 300 habitantes).
- A ideia é levantar aproximadamente US$ 1 bilhão para financiar reformas escolares, como diminuir o tamanho das turmas.
- A iniciativa amplifica o debate sobre igualdade e riqueza antes das eleições de 24 de março, com apoio de Mette Frederiksen e de aliados de esquerda.
- Críticos empresariais alertam para possível migração de capitais e impactos negativos à economia e aos empregos.
- A proposta divide a coalizão no governo: há quem veja como ferramenta de justiça fiscal, enquanto outros defendem manter Denmark menos onerosa para negócios.
A wealth tax em que a primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen aposta antes das eleições marcadas para 24 de março pode parecer pequena: 0,5% sobre fortunas acima de 25 milhões de coroas, entre 20 mil cidadãos. O objetivo é arrecadar cerca de US$ 1 bilhão para financiar reformas educacionais, como redução do tamanho das turmas.
A proposta reforça o reposicionamento da coalizão de Frederiksen, que busca reacender eleitores de esquerda após alianças com o centro-direita e mudanças no tema migração. A mensagem é de que a taxação busca equidade, sem abdicar de um modelo de estado de bem-estar.
Reações e perspectivas
Líderes empresariais alertam para possível fuga de capitais e queda de investimentos, apontando que a medida pode tornar empresas menos atrativas e afetar empregos e crescimento. Executivos citados veem, ainda, risco de Danish ficar mais pobre se a economia encolher.
Defensores dizem que a tributação poderia fortalecer a democracia, ao distribuir a carga tributária de forma mais justa. Observam que a lista de países com impostos sobre riquezas cresce e citam situações de justiça fiscal, além de reforçar57 a confiança no sistema tributário.
Pesquisas e cenário eleitoral
Analistas lembram que o tema divide a sociedade e o debate pode influenciar o pleito. Estudos apontam variação de apoio entre pesquisas, com alguns indicando ganho de apoio a Frederiksen e possíveis aliados de esquerda, enquanto outros mostram opinião segmentada.
Pesquisas recentes indicam divisão entre apoiadores de esquerda e de outras forças, com parte da população receptiva à ideia de taxação de fortunas. O tema segue em pauta até a data das eleições, sem indicação de consenso.
Observações sobre o contexto
A riqueza concentrada na Dinamarca tem aumentado nos últimos anos, com participação do 1% mais rico no percentual relevante da riqueza total. Históricos de políticas de riqueza no país ajudam a valorar o seguinte debate entre favorecer serviços públicos e evitar impactos recessivos.
Entre na conversa da comunidade