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Polanski diz que Greens deixariam metas de PIB e priorizariam bem-estar

Partido verde propõe abandonar metas de PIB e priorizar bem-estar, serviços públicos e redução da desigualdade, com foco em saúde mental e coesão comunitária

Zack Polanski giving a speech at a press event
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  • O Groenês não pretende estabelecer metas de crescimento do PIB; o foco seria o bem-estar, a saúde mental, os serviços públicos e a coesão comunitária.
  • Polanski afirma que a ênfase no crescimento econômico pode gerar incentivos inadequados e defende “missões” amplas, como enfrentar a crise climática e reduzir a desigualdade de gênero, com o crescimento como resultado.
  • Entre as medidas, o programa inclui taxação de riqueza, controle de aluguel, renacionalização do setor de água e um grande programa de isolamento térmico de moradias.
  • O líder destacou a necessidade de mais ajuda do governo para contas de energia das famílias, citando impactos da privação energética e a privatização de habitação social.
  • Sobre como financiar, sugeriu sair do “ciclo do mercado de títulos” e usar investimento público, com possibilidades de QE (afrouxamento quantitativo) e borrowing (empréstimos) para investimento.

Zack Polanski, líder do Partido Verde na Inglaterra e no País de Gales, apresentou seu primeiro discurso político desde a ascensão ao cargo, defendendo uma mudança radical na prioridade econômica. Em evento em Londres, ele afirmou que o foco do governo verde não seria metas de crescimento do PIB, mas melhorias na saúde mental, coesão social e bem‑estar das comunidades.

Segundo Polanski, medir sucesso apenas pela performance econômica pode gerar incentivos inadequados. Ele citou exemplos práticos, como serviços públicos fortes e políticas que aumentem o poder de compra das pessoas, em detrimento de métricas puramente financeiras. O objetivo, disse, é melhorar a vida cotidiana.

O discurso ocorreu em uma garden comunitária no norte de Londres, promovido pelo think tank New Economics Foundation. O líder afirmou que a privatização de moradias e serviços essenciais, seguida de políticas de austeridade, gerou desigualdade significativa no país, impactando famílias e jovens.

Polanski descreveu a base da proposta verde com três perguntas centrais: tornar a vida mais acessível, proteger a maioria que cuida dos outros e preservar o planeta para as futuras gerações. Entre as medidas mencionadas estão taxação de riqueza, controle de aluguel, renacionalização do setor de água e programa maciço de isolamento térmico de imóveis.

No pacote de políticas, o político indicou ainda a necessidade de renegar a dependência de mercados de dívida. A ideia é abandonar o que ele chamou de ciclo vicioso do financiamento público via dívida, explorando alternativas de investimento público a longo prazo e, se necessário, monetização de forma planejada.

Sobre financiamento, Polanski afirmou que haverá dívida financiada por investimento público. Ele sinalizou abertura para discutir afrouxamento quantitativo e outras opções, desde que existam evidências de funcionamento e impacto social positivo.

Em tom pragmático, o líder negou que o objetivo seja crescimento econômico a qualquer custo, destacando que as missões governamentais devem ser transversais entre setores. A prioridade é reduzir custos de vida, ampliar serviços públicos e fortalecer redes comunitárias.

Ainda sem datas oficiais, o Green Party mantém a intenção de apresentar um conjunto de políticas detalhadas nos próximos meses, com foco em reduzir desigualdades, ambientalizar a economia e expandir programas de apoio social para as camadas mais vulneráveis da população.

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