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Indústria, comércio e sindicatos pressionam por queda mais forte da Selic

Entidades avaliam recuo de 0,25 ponto como passo necessário, mas insuficiente para reativar investimentos e aliviar endividamento

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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  • O Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, mas entidades afirmam que o corte é insuficiente para reativar a economia.
  • A Confederação Nacional da Indústria (CNI) diz que a medida não interrompe a desaceleração, não desbloqueia investimentos nem reduz o endividamento das famílias.
  • A Fecomércio-SP vê o início do ciclo de queda, mas aponta incertezas sobre a duração e a intensidade dos cortes, com inflação de serviços ainda pressionada.
  • O cenário externo, com tensões internacionais e alta do petróleo, é citado como fator que eleva riscos inflacionários e influencia a decisão do Banco Central.
  • Trabalhistas (Contraf-CUT e Força Sindical) consideram o corte insuficiente para aliviar dívidas, estimular consumo e gerar empregos, ressaltando a importância de um ritmo de reduções mais agressivo no futuro.

A decisão do Copom de reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, foi recebida com críticas por diferentes setores da economia. Entidades lembram que a medida ajuda pouco a reativar o crescimento e a atividade. O movimento ocorreu em meio a sinais de arrefecimento da inflação, porém juros reais ainda elevados.

Cenário atual

A Confederação Nacional da Indústria ressalta que a queda não interrompe a desaceleração econômica nem desbloqueia investimentos. O presidente Ricardo Alban afirma que a postura do Banco Central segue sendo restritiva e penalizadora para o país.

Setor produtivo e comércio

A Fecomércio-SP aponta que o recuo iniciou em meio a incertezas internas e externas, limitando a intensidade do corte. A inflação de serviços continua pressionada e o aumento do petróleo internacional dificulta quedas mais rápidas.

Cenário externo e impactos

A alta recente no preço do petróleo, impulsionada por tensões entre Irã, EUA e Israel, aumenta riscos inflacionários globais. A ACSP ressalta que o BC agiu com prudência diante desse ambiente. Economistas destacam efeito cauteloso na política monetária.

Críticas de trabalhadores

A Contraf-CUT avalia que o corte é insuficiente para aliviar o peso das dívidas. O Dieese, em nota, aponta que a medida não reverte o quadro para trabalhadores e paulatinamente pode frear negociações salariais.

Força sindical e ritmo

A Força Sindical concorda com o início do ciclo de queda, mas aponta falhas na intensidade. Para a entidade, juros altos devem ser reduzidos com mais velocidade para estimular consumo e empregos de qualidade.

Ritmo futuro da política

Há consenso de que o ritmo dos próximos movimentos é determinante. Entidades de indústria, comércio e trabalhadores defendem cortes mais fortes para estimular crescimento, investimentos e redução do endividamento.

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