- A HelloFresh registrou queda acentuada de vendas em 2025, com receita caindo mais de 11%.
- A empresa encerrou um centro de distribuição no Reino Unido, cortando 900 empregos, e reduziu seu quadro para 19 mil funcionários no fim de 2025.
- Também deixou de operar na Espanha e na Itália, dizendo que ainda não havia caminho para escala e lucratividade sustentável.
- O total de encomendas caiu 12% no ano passado, com o volume de refeições entregues caindo em mais de 100 milhões.
- Nos Estados Unidos, maior mercado, as vendas caíram quase 17% por gargalos de fabricação, queda na qualidade das refeições e fatores como altas taxas de juros e tarifas comerciais.
HelloFresh recuou com queda de demanda, indicando que as vendas caíram após o boom gerado durante o lockdown. A empresa alemã de entregas de refeições revela redução de faturamento em 2025 e reestruturação para focar em clientes mais rentáveis.
A companhia informou queda de 11% na receita em 2025, em meio a um ambiente macroeconômico incerto. A gestão também adiou planos de expansão, fechou centros de entrega na Europa e encerrou operações na Espanha e na Itália.
Em 2024, a empresa iniciou um programa de economia que resultou em cortes de custos e demissões. O grupo reduziu de 21,8 mil para 19 mil funcionários ao final do último ano.
Impacto operacional e estratégias adotadas
A Hell oFresh encerrou atividades no Reino Unido em Nuneaton, com cortes de 900 empregos. A medida faz parte de uma contenção de custos para estabilizar margens.
A empresa afirmou que a demanda por kits de refeição ficou mais fraca em diversos mercados. Além disso, houve queda de pedidos, com queda de 12% no volume anual e mais de 100 milhões de refeições não entregues em comparação com 2024.
Nos EUA, o maior mercado, especificou gargalos de fabricação e questões de qualidade de refeições, o que impactou a retenção de clientes. A empresa apontou ainda efeito de altas taxas de juros e tarifas comerciais.
Perspectivas e mercado
A diretoria projeta mais recuo de receita, de até 6%, em 2026, atribuindo o cenário a problemas de cadeia de suprimentos e ajustes de consumo. O objetivo é manter lucros ao reduzir custos e manter uma base menor de clientes.
Dominik Richter, CEO, ressaltou que o comportamento do consumidor está se movendo para além da conveniência, exigindo maior qualidade. A liderança reforça a necessidade de melhoria contínua para manter o negócio viável.
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