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Governo propõe isenção de ICMS no diesel importado até maio com compensação de perdas

Governo propõe isentar ICMS na importação de diesel; decisão pelos estados fica para 28 de março e a União compensaria cinquenta por cento das perdas

Governo tenta conter alta no diesel, resultado do conflito no Oriente Médio
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  • Governo propõe que estados isentem o ICMS na importação de diesel, com decisão até 28 de março em reunião em São Paulo; a União compensaria 50% das perdas.
  • A decisão depende dos estados, que têm autonomia para não reduzir o imposto.
  • Comsefaz sustenta que reduções do ICMS não costumam ser repassadas ao consumidor e podem afetar o financiamento de políticas públicas.
  • O governo tem feito medidas para reduzir impostos federais sobre o diesel e endurecer a fiscalização do piso mínimo do frete, buscando evitar alta de preços.
  • A situação é pressionada pela guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo e impacta custos logísticos e preços de combustíveis.

O governo federal propôs que os estados isentem o ICMS na importação de diesel, com decisão até o dia 28 de março. A União compensaria 50% das perdas, conforme anúncio do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan.

A ideia depende da autorização de cada estado, já que o ICMS é estadual e as decisões são de autonomia local. Governadores já haviam rejeitado pedidos de Lula para reduzir o imposto.

Há desafios na importação de diesel: o Brasil importa cerca de 27% do combustível consumido, e fatores como guerra, preço do Brent, frete e seguro pressionam contratos entre importadores. Durigan explicou o cenário.

Desafios e posições dos estados

Comsefaz, órgão que reúne secretarias de fazenda, avalia que reduzir o ICMS pode comprometer o financiamento de políticas públicas. Alega que reduções nem sempre chegam ao consumidor final.

O comitê lembra que, segundo estudo do Ineep, parte do benefício fica na cadeia de distribuição. Assim, não haveria ganho efetivo para a população e haveria perda fiscal para estados e municípios.

A agenda federal inclui medidas para endurecer a fiscalização do frete mínimo e punir empresas que descumprem regras, buscando evitar novas greves de caminhoneiros diante da alta de preços.

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