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Copom reduz Selic para 14,75% e não se compromete com novos cortes

Copom reduz Selic a 14,75%, mas não se compromete com novos cortes diante da incerteza externa e do impacto do petróleo na inflação

Sede do Banco Central em Brasília: Copom cauteloso (foto: Adriano Machado / Reuters)
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  • O Copom reduziu a Selic de 15,00% para 14,75% ao ano, encerrando um ciclo de seis reuniões consecutivas sem cortes.
  • A decisão leva em conta impactos dos conflitos no Oriente Médio sobre cadeias de suprimentos, preços de commodities e inflação no Brasil, mantendo cautela sobre o ritmo de calibração.
  • A projeção de inflação para o terceiro trimestre de 2027 foi elevada de 3,2% para 3,3%.
  • O mercado passou a apostar em cortes mais lentos, com o preço do petróleo acima de US$ 100 pressionando custos de produção e inflação.
  • Analistas destacam que a estratégia do BC é gradual, esperando evolução dos dados para definir próximos movimentos.

O Copom reduziu a taxa Selic nesta quarta-feira, 18 de março, de 15% ao ano para 14,75% ao ano. A decisão acompanha a percepção de pressão externa e incertezas sobre a duração do conflito no Oriente Médio.

No comunicado, o Comitê informou que avalia impactos prospectivos dos conflitos sobre a cadeia de suprimentos global e preços de commodities que afetam a inflação no Brasil. O Copom disse que inicia um ciclo de calibração da política monetária, mas vai buscar mais informações antes de definir o ritmo dos ajustes.

Além disso, o texto destaca que os riscos inflacionários, já elevados, se intensificaram com o início dos conflitos no Oriente Médio. A projeção de inflação para o terceiro trimestre de 2027 subiu de 3,2% para 3,3%.

Cenário externo e petróleo

A decisão encerra um ciclo de seis reuniões em que a Selic ficou estável em 15%. Analistas passaram a enxergar um corte mais gradual diante da alta recente no preço do petróleo, impactando custos de produção e inflação.

A elevação das cotações do petróleo, após ações entre países da região, contribuiu para a cautela do Copom. Economistas afirmam que o BC adota estratégia gradual, monitorando impactos externos e o comportamento da inflação.

Expectativas de mercado e projeções

A leitura do Relatório Focus revelou ajuste nas expectativas de inflação. A mediana para o IPCA em 2026 passou a 4,10% na semana anterior à decisão, contra 3,91% na edição anterior. Esse movimento refletiu menor fôlego para cortes acelerados.

A expectativa para o fim de 2026 também foi recalibrada. O mercado passou a projetar a Selic em 12,25% ao ano, contra 12,13% na semana anterior. O cenário externo mais incerto aumenta a cautela na calibragem monetária.

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