- O Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 15,00% para 14,75% ao ano, decisão unânime.
- É a primeira queda desde 2024, em meio à desaceleração da economia e a pressões inflacionárias decorrentes da guerra no Oriente Médio.
- Os membros do Copom não sinalizaram ritmo de cortes futuros e mantiveram cautela para incorporar impactos do conflito e seus efeitos nos preços.
- O anúncio ocorreu em um contexto de volatilidade nos mercados de títulos e alta do petróleo, que já passa de US$ 100 por barril.
- O governo Lula já adotou medidas para mitigar impactos na economia, como a redução de impostos sobre combustíveis e a criação de uma taxa sobre exportação de petróleo.
O Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, em decisão unânime. O corte marca a primeira queda desde 2024, em meio à desaceleração da economia e pressões inflacionárias associadas à guerra no Oriente Médio. A decisão foi tomada na noite de quarta-feira.
Os membros do Comitê, liderados por Gabriel Galípolo, mantiveram o uso da comunicação cautelosa, sem orientar sobre movimentos futuros. O texto destaca que a condução da política monetária continuará firme, com vigilância sobre trajetória de preços diante do conflito.
O preço do petróleo ultrapassou US$ 100 por barril, cenário que pode frear a inflação e manter juros elevados. No Brasil, volatilidade nos títulos públicos exigiu intervenções do Tesouro para garantir liquidez e estabilidade.
Contexto econômico e cenário internacional
Economistas viam um corte mais expressivo, porém o Comitê manteve o tom conservador, citando incertezas sobre a duração dos conflitos no Oriente Médio. A decisão ocorre após revisões de inflação e crescimento, com impactos visíveis em expectativas.
A inflação anual brasileira já chegou a 3,81% em fevereiro, antes do repique dos preços de energia. Em resposta, o mercado revisou para cima a projeção de inflação de 2026, para 4,1%.
Implicações para a economia brasileira
A economia cresceu 0,1% no quarto trimestre e deve avançar cerca de 1,8% em 2026, segundo analistas do BC. A política monetária restritiva continua direcionando a inflação para a meta, ainda que acima dela no curto prazo.
A conjuntura externa, aliada aos preços de combustíveis, pode influenciar divulgações econômicas e decisões de política fiscal. O governo cortou imposto federal sobre combustíveis e instituiu taxa sobre exportação de petróleo para compensar receitas.
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