- A Cooxupé prevê exportar 4,4 milhões de sacas de 60 kg em 2026, cerca de 500 mil sacas a menos que em 2025, devido à safra menor no ano anterior.
- A produção brasileira deve atingir recorde em 2026, impulsionada pelo café arábica, segundo consultorias privadas.
- Nos EUA, maior consumidor, estoques de outras origens e tarifas anteriores deixaram o café brasileiro mais caro; negociações e investigação comercial ainda geram dúvidas.
- No primeiro bimestre, as exportações para os EUA caíram 45,8% ante o mesmo período de 2025, para 655.998 sacas, ficando atrás da Alemanha entre os principais destinos.
- A Cooxupé projeta embarques totais de 5,8 milhões de sacas em 2026 (contra 6,4 milhões em 2025), com expectativa de recuperação no segundo semestre e avanço das exportações no primeiro semestre de 2027.
A exportação de café da cooperativa Cooxupé deve chegar a 4,4 milhões de sacas de 60 kg em 2026, quase 500 mil sacas a menos que em 2025, devido a uma safra menor no ano anterior. A produção brasileira, puxada pela cafeicultura arábica, tende a atingir recorde em 2026, segundo consultorias privadas.
A Cooxupé, sediada em Guaxupé (MG) e líder na exportação de café brasileiro, atua principalmente com arábica. A concorrência direta vem da Colômbia, reconhecida por arábicas de alta qualidade, o que aumenta a pressão em mercados internacionais.
Os Estados Unidos, maior comprador global, ampliaram estoques com cafés de outras origens após tarifas impostas durante a gestão de Donald Trump. Isso elevou a percepção de custo do café brasileiro no fim de 2025 e contribuiu para retração de negócios com a maior cooperativa.
Segundo Luiz Fernando dos Reis, superintendente comercial da Cooxupé, as negociações com os EUA ainda não retomaram o ritmo normal e o processo de investigação comercial em curso gera dúvidas entre traders. A firma ainda não fechou novos contratos de longo prazo com o mercado americano.
Em 2026, a expectativa é de que os embarques totais da cooperativa, incluindo o mercado interno, atinjam 5,8 milhões de sacas, ante 6,4 milhões em 2025. A dinâmica de safra maior deve pressionar as exportações no primeiro semestre, com recuperação prevista no segundo semestre.
Um segundo acordo envolve a possibilidade de exportações maiores caso a colheita de 2026 supere as expectativas. O vice-presidente da Cooxupé, Osvaldo Bachião Filho, aponta que anos de safra alta costumam reduzir embarques, enquanto safras menores tendem a elevá-los.
A colheita de arábica tem ciclo bianual e costuma iniciar no meio do ano, aumentando estoques no segundo semestre. A expectativa é de que 2026 possa confirmar uma safra melhor, com impactos potenciais no ritmo de exportação perante o mercado internacional.
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