- Termina nesta quarta-feira, 18, a reunião do Copom, que analisa o cenário e delibera sobre o patamar da Selic, hoje em 15% ao ano.
- A inflação fechou 2025 em 4,26% e, se anualizada até fevereiro de 2026, cairia para 3,81%, segundo o IBGE.
- A economia cresceu 2,3% em 2025, com saldo do último trimestre de 0,1%, sugerindo que juros altos teriam freado o crescimento.
- Analistas eram unânimes em pedir corte, mas a crise no efeito da guerra entre EUA e Irã e a alta do petróleo mantêm a pressão para não reduzir a Selic.
- A dívida pública fechou 2025 em 8,6 trilhões de reais (cerca de 78,7% do PIB); em 2025 o gasto com a rolagem foi de 1,16 trilhão de reais, e cada ponto da Selic eleva esse custo em 55 bilhões.
O Comitê de Política Monetária do Banco Central encerra nesta quarta-feira a reunião para definir o ritmo da Selic. A taxa está em 15% ao ano e a decisão pode impactar juros de financiamentos, investimentos e consumo no curto prazo.
Analistas acompanham o cenário depois de meses de inflação sob controle. O IPCA de 2025 ficou em 4,26%, conforme o IBGE, e a taxa mensal de inflação tem mostrado queda. Projeções apontam queda do índice em 2026 se a política monetária for ajustada.
A economia brasileira registrou crescimento de 2,3% em 2025, com avanço modesto no último trimestre, de 0,1%. A agenda de política monetária influencia decisões de investimento, produção e emprego, além do custo financeiro da dívida pública.
O SBPE, principal fonte de financiamento imobiliário, depende de recursos da poupança, sensível à Selic. A alta da taxa encarece a captação de recursos para crédito habitacional, afetando juros de empréstimos com garantia habitacional.
A dívida pública brasileira chegou a 8,6 trilhões de reais em 2025, equivalente a cerca de 78,7% do PIB. Segundo o Tesouro, o custo da rolagem da dívida depende da Selic, elevando o gasto com juros no orçamento federal.
O cenário internacional, com tensões geopolíticas e volatilidade nos preços do petróleo, adiciona incerteza aos mercados. A decisão do Copom ocorre em meio a esse contexto e pode sinalizar a direção da política monetária para 2026.
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