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71% dos brasileiros são contrários à taxa mínima de entrega por aplicativos

Pesquisa Quaest aponta forte oposição à taxa mínima para entregas por aplicativo, com 71% contra; preço deve subir e impacto recairá principalmente sobre os mais pobres

Motoboy motoentregador entregador bolsa bag mochila delivery natal Rn Rio Grande do Norte foto ilustrativa — Foto: Freepik
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  • 71% dos brasileiros são contra a proposta do governo de taxa mínima para entregas por aplicativo.
  • A proposta prevê R$ 10 por entrega e R$ 2,50 por quilômetro adicional acima de quatro quilômetros.
  • 78% acreditam que, se aprovada, a mudança fará os pedidos de comida por aplicativo ficarem mais caros.
  • 86% dizem que o impacto seria maior entre os brasileiros mais pobres; 14% apontam para os mais ricos.
  • 29% diriam que pagariam mais pelas entregas caso a taxa seja aprovada, enquanto 71% não pagariam.

A Quaest divulgou nesta terça-feira (17) uma pesquisa sobre a proposta do governo de estabelecer uma taxa mínima para pedidos de entrega por aplicativo. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Conforme o levantamento, 71% dos entrevistados são contra a medida, 29% são a favor. A maior parte acredita que o preço dos pedidos subiria, conforme 78% dos participantes. Outros 17% dizem que ficaria igual e 5% que diminuiria.

O estudo aponta que 86% dos entrevistados entendem que o impacto recairia sobre os mais pobres, enquanto 14% avaliam que seria mais sentido entre os mais ricos. Sobre disposição a pagar mais, 29% afirmam que pagariam, 71% não aceitariam o aumento.

O conteúdo também traz informações sobre conhecimento da proposta: 76% dizem conhecer a ideia, 24% não. Entre os dados demográficos, a maioria dos respondentes não apoia o avanço regulatório, e a percepção de impacto é majoritariamente associada aos setores de menor renda.

O governo, segundo Guilherme Boulos, planeja fixar R$ 10 por entrega e R$ 2,50 por quilômetro acima de 4 km. A pesquisa questionou ainda quem seria mais afetado caso a proposta seja aprovada, reforçando a percepção de maior peso sobre as camadas mais vulneráveis da população.

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