- A secretária do Tesouro do Reino Unido, Rachel Reeves, anunciou planos para que líderes regionais recebam participação nas receitas fiscais nacionais, começando pelo imposto de renda, como parte de uma reorientação econômica.
- Um “roteiro” será apresentado no orçamento de outono para transferir poder de decisão e recursos para as regiões, reduzindo a centralização em Westminster.
- Foi criado o City Investment Fund, com 2,3 bilhões de libras, para investimentos de longo prazo geridos por prefeitos de regiões metropolitanas, que poderão reter receitas futuras de impostos sobre imóveis comerciais.
- Reeves destacou três escolhas estratégicas: relação comercial mais próxima com a União Europeia, impulso a corredores de crescimento no sul e norte do país e aposta em inteligência artificial para estimular o crescimento.
- A palestrante ressaltou que o contexto internacional, incluindo o conflito no Oriente Médio, reforça a necessidade de produtividade e de um crescimento orientado pela investimentos, mantendo números da inflação sob controle.
Rachel Reeves, ministra das Finanças do Reino Unido, anunciou planos no Tesouro para distribuir parte das receitas fiscais nacionais a líderes regionais, como parte de uma reorientação radical da economia inglesa. A proposta visa criar crescimento orientado por investimentos e reduzir o poder financeiro central de Westminster.
Durante a lecture Mais, na Bayes Business School, em Londres, Reeves afirmou que o Reino Unido é o mais centralizado entre democracias avançadas e bastante desigual geograficamente. O Tesouro deverá apresentar um roteiro no orçamento de outono para iniciar com o imposto de renda.
O Tesouro apresentará o roteiro para permitir que líderes regionais recebam uma fatia de impostos nacionais, começando pelo imposto de renda. Enquanto isso, foi anunciado um novo Fundo de Investimento Municipal de 2,3 bilhões de libras, destinado a projetos de longo prazo em cidades, com a possibilidade de manter receitas futuras de impostos sobre as empresas.
Novo regime fiscal e financiamento regional
Reeves descreveu a medida como uma transferência permanente de poder e recursos, não apenas um toque de mudança local. Autoridades locais enfrentaram cortes de financiamento nos últimos anos, com alguns municípios chegando à falência.
Ela reconheceu o momento tenso, citando impactos de conflitos no Oriente Médio e a pressão inflacionária prevista, mas enfatizou que o plano de crescimento permanece. A líder do Tesouro destacou que a globalização foi redefinéa pelos eventos recentes.
A ministra ressaltou três escolhas estratégicas para impulsionar o crescimento: relação comercial mais próxima com a União Europeia, apoio aos corredores de crescimento entre Oxford e Cambridge e no Norte, além de apostar em IA.
Reeves enfatizou a importância de manter uma relação estreita com a UE, citando pesquisas de que o Brexit pode ter freado o crescimento do PIB. Afirmou que nenhum acordo individual supera a cooperação com um bloco tão próximo, com grandes laços comerciais.
Ela apontou a possibilidade de reduzir barreiras comerciais com a UE, defendendo valores compartilhados e resiliência europeia. O tom foi otimista sobre o desempenho econômico do Reino Unido, mesmo diante de desafios energéticos.
A líder enfatizou reformas regulatórias para deslocar o poder para trabalhadores, consumidores, pagadores de contas e locatários. O discurso, intitulado O Estado Ativo e Estratégico, reiterou a estratégia de securonomics.
Reeves reconheceu tensões com seu próprio partido após vars budgets de aumento de impostos, afirmando que a defesa da responsabilidade fiscal precisa ser reiterada para ganhar apoio público.
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