- Em 2025, a New Zealand deve crescer 1,6%, com expectativa de aceleração para 2,8% neste ano, segundo Westpac.
- O FMI também projeta que a economia da Nova Zelândia supere a da Austrália em 2026, embora com folga menor.
- A inflação, crise energética e choques globais mantêm a recuperação frágil, após anos de recessão e estagnação.
- O desemprego fechou 2025 no nível mais alto em uma década, mas há sinais de melhora, como ofertas de emprego e aumento da força de trabalho.
- O petróleo mais caro,subindo entre 45 e 50 centavos por litro, deve impactar o consumo e o turismo, já afetados pela guerra no Oriente Médio.
O crescimento econômico da Nova Zelândia pode superar o da Austrália neste ano, mas o conflito no Oriente Médio lança incertezas sobre a recuperação. Economistas apontam que a economia está em recuperação, ainda que frágil, com sinais de melhoria em vários setores.
O país é particularmente sensível a choques energéticos e a crises econômicas globais, pela dependência de comércio e turismo. Disrupturas em cadeias de suprimento e na navegação podem afetar a atividade econômica.
O ministro das Finanças, Nicola Willis, afirmou que o cenário não é favorável para a economia neozelandesa. A fala reforçou a preocupação com mudanças externas que podem atrasar a retomada.
Analistas independentes destacam que a economia enfrentou um ciclo recessivo após a pandemia, com inflação pressionando empresários e famílias. Ainda assim, há sinais de estabilização em meses recentes.
A divulgação dos dados oficiais de 2025 deverá ocorrer nesta quinta-feira, com o PIB estimado pela Westpac indicando avanço de 1,6% no ano passado. A previsão para 2026 aponta crescimento de 2,8%.
Segundo o FMI, o crescimento da Nova Zelândia pode superar o australiano em 2026, embora com margem menor. Organizações de mercado ressaltam que os indicadores ainda dependem do cenário externo.
Dados de mercado apontam melhora na demanda por exportações, especialmente carnes e laticínios, além de recuperação do turismo. Cortes de juros também contribuíram para reduzir as taxas de hipoteca fixas.
O conflito militar no Oriente Médio elevou o preço do petróleo e acendeu temores sobre a economia global. A trajetória de energia pode frear a recuperação da Nova Zelândia, sobretudo pela exposição externa do país.
Especialistas ressaltam que a economia neozelandesa tende a oscilar mais diante de choques externos, por ter um tamanho pequeno. Em comparação, a Austrália consegue absorver melhor impactos com maior mercado interno.
O cenário de confiança continua frágil, com a taxa de desemprego no fim de 2025 no nível mais alto em uma década. Ainda assim, melhorias no emprego e no turismo ajudam a sustentar a recuperação.
Paralelamente, cresce a demanda por exportações e há expectativa de continuidade de cortes de juros. O mercado observa se a recuperação se traduzirá em consumo sustentável e criação de vagas.
A percepção de estabilidade depende da contenção de choques externos e de condições domésticas que favoreçam investimentos e consumo. A eleição de novembro é considerada um ponto de inflexão para políticas públicas.
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