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Mercado de óleos vegetais fica entre demanda fraca e apostas no biodiesel

Mercado de óleos vegetais fica entre demanda fraca e apostas no biodiesel, com óleo de palma em alta pressionando importadores na Índia

Pacote de óleo vegetal em Bangladesh
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  • Mercados de óleos vegetais ficam entre demanda fraca e apostas no biodiesel, conforme Dorab Mistry, da Godrej International, em meio a inseguranças provocadas pela guerra no Oriente Médio.
  • Preços do petróleo bruto atingiram quase quatro anos de alta após Irã ameaçar navios no Estreito de Ormuz, elevando a atratividade do biodiesel.
  • O óleo de palma da Malásia subiu 14% neste mês, acima de 4.600 ringgit por tonelada, tornando-o o óleo tropical mais caro entre os principais concorrentes.
  • A Índia, maior compradora global, está relutante em novas compras a esses preços; refinarias aguardam uma correção e muitos estoques já foram reduzidos.
  • Procedimentos de importação indicam que cargas de óleo de soja da América do Sul e do Mar Negro foram retiradas; a oferta de óleo de mostarda ajuda a moderar o preço local.

O mercado global de óleos vegetais opera sob incertezas devido a interrupções no fornecimento de energia e a movimentos de demanda ligados ao biodiesel. A leitura atual aponta já impactos na precificação e no comportamento de importadores, segundo analistas.

A guerra no Oriente Médio elevou cotações de petróleo e ampliou o atrativo dos óleos para a produção de biocombustíveis. O aumento dos preços do petróleo bruto favorece apostas de uso de óleos vegetais como alternativa na matriz de energia.

Dorab Mistry, veterano do setor e diretor da Godrej International, destaca que choques geopolíticos costumam alterar o ritmo do mercado e criar volatilidade nos preços. A leitura é de que o cenário atual mistura demanda baixa com expectativas de biodiesel.

Preço do óleo de palma na Malásia subiu cerca de 14% neste mês, acima de 4.600 ringgit por tonelada, tornando-o o óleo tropical mais caro entre os principais itens, com exceção do frete.

A Índia, maior compradora mundial, tem mostrado cautela frente os preços elevados. Refinarias aguardam uma correção de preço antes de novas compras, segundo negociantes, o que reduz a demanda no curto prazo.

Carga de óleo de soja da América do Sul e do Mar Negro, previamente reservada para entrega nos próximos meses, foi devolvida por compradores diante da elevação dos preços globais. A prática reduz volumes disponíveis para o mercado indiano.

Espera-se que chegadas de importações insuficientes na Índia ajudem a sustentar preços locais de óleos comestíveis, mesmo com alta oferta de óleo de mostarda, que ajuda a conter ao menos parte dos aumentos.

A safra de sementes oleaginosas no inverno indiano envolve colza e mostarda, com nova oferta prevista já no próximo mês, o que pode influenciar a dinâmica de preços e disponibilidade no curto prazo.

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