- O Departamento de Justiça dos EUA chegou a um acordo com a Live Nation, um dia após o início de um julgamento antitruste sobre a empresa-mãe da Ticketmaster.
- O acordo prevê um fundo de R$ 280 milhões para estados que acionaram a empresa na ação.
- A Ticketmaster deverá abrir partes da sua plataforma para outras empresas de bilheteria e limitar as taxas de serviço a 15% do preço.
- A Live Nation concorda em retirar acordos exclusivos de contratação com 13 arenas nos Estados Unidos.
- Ainda há cerca de trinta e seis estados no processo, que continuam buscando acordo individual com a empresa antes da retomada do julgamento.
Kid Rock critica acordo entre Live Nation e o Departamento de Justiça dos EUA após negociação anunciada durante o andamento de um processo antitruste envolvendo a Ticketmaster, controlada pela Live Nation. O acordo ocorreu uma semana após o início do julgamento e surpreendeu aliados que estavam preparados para testemunhar.
De acordo com a imprensa, o DOJ, junto com procuradores-gerais de 39 estados e Washington, DC, alegava que a Live Nation abusou de sua posição dominante no mercado de entretenimento. A defesa sustentava que a empresa não era monopólio e que a competição já era acirrada. As informações dão conta de mudanças significativas no cenário do setor.
O acordo prevê a criação de um fundo de 280 milhões de dólares para estados signatários que processaram a empresa. Além disso, a Ticketmaster deverá abrir partes de sua plataforma a outras empresas de venda de ingressos e limitar taxas de serviço a 15% do preço. A Live Nation também deverá retirar acordos de exclusividade com 13 locais nos EUA.
Desdobramentos e participação de estados
Na segunda-feira, o juiz Arun Subramanian informou que três estados — Arkansas, Nebraska e Dakota do Sul — ingressaram no acordo e se retiraram do caso. Ainda há cerca de três dúzias de estados que continuam na ação e não aceitaram o acordo, segundo fontes da imprensa.
A posição da empresa e reações oficiais
A Live Nation afirma que aproximadamente 5% do que o público paga pelos ingressos fica com a empresa, contestando a caracterização de monopólio. O advogado da companhia argumentou em tribunal que cada cliente representa uma batalha em um mercado competitivo. O CEO Michael Rapino destacou que o acordo representa avanço na experiência de shows para artistas e fãs.
Entre as principais críticas ao acordo, Letitia James, procuradora-geral de Nova York e uma das representantes no processo, disse que o acordo não resolve o núcleo monopolista do caso e que a ação continua para proteger consumidores e a concorrência no entretenimento ao vivo.
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