- Santander projeta que cerca de 400 mil novos investidores ingressem em fundos imobiliários em 2026, elevando o total de cotistas para aproximadamente 3,5 milhões.
- Em 2025, o Ifix subiu cerca de 21%, sinalizando recuperação após um período de juros altos e maior desconto na bolsa.
- Entre janeiro e fevereiro, 113 mil investidores passaram a investir em FIIs, indicando ritmo de retomada similar ao dos melhores momentos do setor.
- O mercado vê consolidação em FIIs: hoje existem muitos fundos listados, mas fundos maiores devem ganhar escala, com possíveis fusões entre estruturas menores.
- O Santander acompanha 45 FIIs, que juntos respondem por cerca de 80% do Ifix, e aponta setores como galpões logísticos, shopping centers e fundos de renda urbana como os com maior potencial.
Em 2025, o Ifix mostrou recuperação ao subir 21,15%, reduzindo o desconto sobre os FIIs na bolsa e sinalizando retomada da confiança do investidor. A tendência favorece expansão com a queda da Selic e maior apetite por renda passiva.
O Santander projeta que cerca de 400 mil novos investidores entrem no mercado de FIIs em 2026, elevando o total para aproximadamente 3,5 milhões de cotistas. O movimento já começou neste ano, com 113 mil novos investidores entre janeiro e fevereiro.
Projeção para 2026 e sinais de retomada
Flávio Pires, analista de fundos imobiliários do Santander, aponta que o mercado começa a ganhar fôlego após o fim de uma fase de juros elevados. Dados da Forbes indicam alta expressiva na base de investidores de FIIs de 2020 a 2025, de 1,2 milhão para 2,9 milhões, com volume diário negociado aumentando 47,66%.
Estrutura do mercado e foco de investimentos
O Santander acompanha 45 fundos listados, que representam cerca de 80% do Ifix. Analista ressalta potencial de consolidação, com fundos maiores ganhando escala e estruturas menores buscando fusões ou relevância reduzida ao longo do tempo.
Perspectivas de setores e liquidez
Mercado vê maior interesse em galpões logísticos, com rendimentos de 0,8% a 1% ao mês, além de shopping centers e renda urbana. Fundos de papel, lastreados em recebíveis, seguem relevantes na carteira.
Acesso de investidores estrangeiros e riscos
Aproximação de capital internacional pode crescer, apesar de barreiras atuais como liquidez e idioma. Relatórios em inglês e maior alinhamento com práticas internacionais devem facilitar a participação institucional. O principal risco permanece o ambiente macroeconômico, com juros e inflação influenciando o desempenho dos FIIs.
Entre na conversa da comunidade