- Despesas das famílias australianas perderam mais de $1bn por mês com juros altos e gasolina mais cara, elevando o risco de recessão.
- O Banco Central australiano promoveu elevações consecutivas de juros, levando a taxa a 4,1% novamente, após expectativa de cortes; pagamentos de hipoteca aumentaram cerca de $180 para um empréstimento típico de $600 mil.
- Os custos com combustível também pesam: cerca de 80 dólares mensais a mais em combustível para quase 11 milhões de domicílios; gasolina comum perto de $2,30 por litro nas capitais.
- A inflação pode chegar a 4,6% em junho, segundo análises; há debate entre economistas se nova alta de juros empurraria a economia para recessão ou se é necessária para controlar a inflação.
- Os quatro grandes bancos projetam mais alta de juros em maio; confiança do consumidor está em patamares baixos e o gasto das famílias já desacelera.
O custo de vida dos lares australianos está sob pressão: altas taxas de juros e fomento de preços de combustível podem frear o consumo e ampliar riscos de recessão, segundo economistas. A soma de fatores derrubou mais de US$ 1 bilhão por mês nos cofres familiares, com efeito em várias famílias.
O banco central reagiu novamente, elevando a taxa de juros após uma sequência de ajustes que acompanhou a escalada da inflação alimentada por tensões internacionais. A decisão ocorreu dias após o governo indicar que a inflação pode permanecer pressionada diante do cenário externo.
Mais de 3,3 milhões de famílias com hipoteca devem sentir o ajuste, com aumentos mensais que podem chegar a centenas de dólares para muitos mutuários, dependendo do valor financiado. Analistas apontam que impactos maiores ocorrem se as altas não forem repassadas aos preços de bens e serviços.
Quem contraiu empréstimos recentemente viu as taxas saltarem para cerca de 4,1% após terem recuado temporariamente. A variação eleva o custo mensal de financiamentos de imóveis de grandes proporções, elevando o peso sobre orçamento doméstico já pressionado.
Especialistas ressaltam que a alta de combustível, causada pela tensão geopolítica e pela perspectiva de cortes de oferta, agrava o aperto. Estimativas indicam que famílias pagam cerca de US$ 80 a mais por mês em gasolina diante do conflito internacional.
Mercados e bancos projetam novas altas, com a expectativa de que o RBA concentre ações para conter a inflação. Algumas instituições esperam mais aumentos caso a inflação não recue rapidamente, mantendo o cenário de aperto monetário.
Economistas consideram que a combinação de juros elevados e custo de vida mais alto pode frear o crescimento econômico, elevando o risco de desaceleração. Dados apontam queda na confiança dos consumidores e menor disposição de gastar.
O governador do RBA afirmou que a prioridade é reduzir a demanda e controlar a inflação, ainda que isso implique impactos para famílias com financiamento. A autoridade reiterou que não busca recessão, mas admite a possibilidade de desaceleração adicional se o cenário não evoluir.
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