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Dono da MSC Cruzeiros amplia portfólio com compra de navios petroleiros

Aponte, via Sinokor e MSC, amplia domínio de superpetroleiros, elevando tarifas e concentração de mercado mundial

O petroleiro Atlantas — que a Sinokor comprou por US$ 70 milhões em janeiro de 2026. — fotografado em 2016 em uma refinaria na Polônia.
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  • O bilionário Gianluigi Aponte, dono da MSC, seria o real financiador por trás das compras maciças de petroleiros feitas pela Sinokor Merchant Marine, segundo a Forbes.
  • A Sinokor, empresa sul-coreana, iniciou em dezembro a aquisição de VLCCs e, em janeiro, acelerou as compras, elevando os gastos a bilhões de dólares e a frota para dezenas de navios.
  • Registros sugerem ligação entre as aquisições e Aponte: 31 navios estariam em empresas chamadas Haut Brion, comandadas por Mario Aponte, primo de Gianluigi, com atuação ligada à MSC; 11 dessas áreas são panamenhas, com gestão em Chipre.
  • No total, Sinokor e MSC controlam 76 superpetroleiros, avaliados em US$ 6,7 bilhões, representando cerca de 8% da frota global, o que os tornaria os maiores proprietários desse tipo de navio.
  • A guerra no Irã elevou tarifas de frete, com taxas diárias recordes para transportes entre o Oriente Médio e a China; ainda não está claro o plano definitivo da parceria entre Sinokor e MSC.

Dono da MSC Cruzeiros amplia atuação no mercado de superpetroleiros, impulsionado por uma sequência de aquisições de navios de grande porte. A operação envolve a Sinokor Merchant Marine, empresa sul-coreana, e uma relação estreita com a MSC, segundo investigações jornalísticas.

A Sinokor iniciou, em dezembro, compras de VLCCs, aumentando ritmo em janeiro. A operação abriu o foco para a gigante do transporte marítimo, com relatos de que Gianluigi Aponte estaria por trás das aquisições, fortalecendo a estratégia com capital da MSC. Aponte tem fortuna estimada em dezenas de bilhões de dólares.

A autoria e as ligações entre empresas

Segundo a Forbes, registros indicam que parte dos navios é de entidades panamenhas com controle de Mario Aponte, primo de Gianluigi. Essas entidades aparecem associadas a Haut Brion, nome remete a vinho francês. A MSC, por sua vez, já havia discutido compra de navios com a Sinokor no fim de 2025.

Entre 18 empresas abertas no Panamá, 11 aparecem como proprietárias de petroleiros da Sinokor com investimentos superiores a US$ 900 milhões. Outros 20 navios estão registrados na Libéria, dificultando a confirmação de propriedade final. Representantes da MSC e da Sinokor não comentaram o tema.

Desempenho financeiro e cenário de mercado

A frota conjunta de Sinokor e MSC soma 76 VLCCs, avaliados em US$ 6,7 bilhões, estimando participação relevante no mercado global. Especialistas divergem sobre o impacto da operação, com avaliações variando entre controle de tarifas e possíveis efeitos no preço de mercado.

Os contratos de longo prazo, com tarifas fixas, atingiram patamares acima de US$ 111 mil por dia por navio, impulsionados pela elevação temporária das tarifas de transporte devido a tensões no Irã e fechamento estratégico do Estreito de Ormuz. Navios da Sinokor estamparam acordos para transportar petróleo entre o Mar Vermelho e a Índia.

Panorama do setor e reações do mercado

Mercados esperam que a parceria possa influenciar tarifas e a dinâmica de oferta, com debates sobre a extensão de vantagens para o setor. Analistas ressaltam que o setor é fragmentado e que a dominância de poucas players pode alterar o equilíbrio de preços, caso a prática se confirme.

Entre outros players, empresas como Dynacom, Frontline, Zodiac Maritime e Delta Tankers registraram vendas significativas de navios, contribuindo para a reorganização da frota global. A valorização de ativos elevou fortunas de empresários no setor nos últimos 12 meses.

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