- O Banco de Brasília (BRB) cancelou a assembleia geral marcada para quarta-feira (18) devido à insegurança jurídica causada pela venda de imóveis para capitalizar o banco, ligado aos prejuízos com o Master.
- Segundo o BRB, é preferível postergar a apreciação do tema para amadurecer as análises e apresentar uma proposta que reflita melhor a estrutura econômica, financeira e jurídica.
- O banco tenta captar até R$ 8,86 bilhões emitindo 1,67 bilhão de ações ordinárias, para reforçar o patrimônio.
- O BRB analisa também outras opções para recompor o capital, como a constituição de um fundo imobiliário com nove lotes públicos do governo do Distrito Federal, avaliados em R$ 6,6 bilhões, cuja legalidade já foi autorizada.
- Além disso, há a possibilidade de usar esses imóveis como garantia em empréstimo ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e a venda de ativos do BRB, como carteiras de crédito e participação em outras empresas.
O Banco de Brasília (BRB) cancelou a assembleia geral marcada para quarta-feira, 18, após problemas jurídicos envolvendo a venda de imóveis usados para capitalizar a instituição. A decisão ocorreu diante de o governo do Distrito Federal contestar decisões judiciais que afetaram o processo. O banco informou que preferiu postergar a apreciação para amadurecer as análises e apresentar uma proposta sólida aos acionistas.
Segundo o BRB, a insegurança jurídica impactou a convicção dos investidores e exigirá novos trâmites para a captação de recursos. O presidente Nelson Antônio de Souza afirmou que será necessário revisitar todo o trabalho feito em fevereiro para indicar a melhor estrutura econômica, financeira e jurídica. A divulgação ocorreu por meio de fato relevante ao mercado.
A intenção inicial era aprovar, no encontro, a emissão de 1,67 bilhão de ações ordinárias, totalizando até 8,86 bilhões de reais para reforçar o capital social do BRB. A medida faz parte de um pacote de ações para reenquadrar o balanço aos limites prudenciais.
Além da emissão de ações, o BRB trabalha com alternativas adicionais para recompor o patrimônio. Entre elas está a constituição de um fundo de investimento imobiliário com nove lotes públicos do governo do DF, avaliados em 6,6 bilhões de reais, já autorizado por lei sancionada pelo governador Ibaneis Rocha.
O banco também avalia oferecer esses imóveis como garantia em empréstimo com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e a venda de ativos do BRB, como carteiras de crédito e participação em outras empresas. Essas opções integram a estratégia para estabilizar o patrimônio.
Medidas de recomposição de capital
Em comunicado, o BRB destacou o aprofundamento de estudos sobre a estruturação de sua base de capital. Há avaliação econômica e financeira de ativos, além da análise de fluxos de recebíveis do Distrito Federal, com potencial impacto na modelagem da operação.
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