- Acionistas da Starbucks pedem a saída de dois membros do conselho — Jørgen Vig Knudstorp e Beth Ford — por alegado atraso nas negociações sindicais.
- O grupo de investidores enviou carta pedindo voto “não” na reeleição durante a assembleia anual de 25 de março.
- Mais de 680 lojas votaram pela formação de sindicatos desde o início da campanha, e existem 34 acordos provisórios; nenhum acordo final foi fechado.
- Guia de proxy firms alerta riscos financeiros e de reputação para a empresa devido aos conflitos trabalhistas; Glass Lewis recomendou voto não, citando a dissolução de um comitê de relações trabalhistas.
- Trabalhadores exigem aumentos salariais e melhores condições; a Starbucks afirma continuar as negociações e destaca salários médios de cerca de $30 por hora para parceiros, com turnover abaixo da média.
Starbucks enfrenta pressão de acionistas que pedem a saída de dois membros do conselho após críticas sobre o andamento das negociações sindicais na empresa. O pedido foi feito por um consórcio de investidores, incluindo SOC Investment Group, Trillium Asset Management e Merseyside Pension Fund, entre outros.
Os acionistas argumentam que Jørgen Vig Knudstorp, ex-CEO da Lego, e Beth Ford, CEO da Land O’Lakes, são responsáveis por falhas na supervisão das relações trabalhistas e na estratégia de governança. A carta recomenda votos contrários à reeleição deles na assembleia anual.
A mobilização ocorre em meio a uma campanha sindical que mobilizou mais de 680 lojas desde 2021. A greve por práticas trabalhistas injustas começou em novembro de 2025 e ganhou força durante as festas de fim de ano, com milhares de baristas em greve.
Até o momento, foram firmados 34 acordos provisórios entre o sindicato e a empresa, mas nenhum acordo final foi alcançado. O grupo afirma que houve recuo de diretrizes de relações trabalhistas pela defesa do conselho.
Proxies de consultorias de atuação acionária também emitiram avisos sobre riscos financeiros e de reputação envolvendo o conflito trabalhista. A recomendação de cautela incluiu a observação de um acordo de US$ 38,9 milhões relacionado a leis de turnos de trabalho em Nova York.
Especialistas indicam que a supervisão do controle de relações trabalhistas pela diretoria precisará ser fortalecida. A discussão se intensifica à medida que novas avaliações de governança são apresentadas aos acionistas.
Enquanto isso, a Starbucks reforça seu compromisso de negociação, afirmando que a diretoria possui experiência necessária para supervisionar a estratégia, inclusive a gestão de capital humano. A empresa diz que o processo de contratação continua estável e que o ritmo de contratações permanece elevado.
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