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Sri Lanka reduz semana para poupar petróleo e gás diante da guerra no Irã

Sri Lanka adota semana de quatro dias para economizar combustível enquanto bloqueio do estreito de Hormuz agrava escassez regional de petróleo e gás

Long line of scooters and motorbikes queueing outside Shell station in Colombo
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  • Sri Lanka adota semana de trabalho de quatro dias, com órgãos públicos, escolas e universidades fechando às quartas‑feiras para economizar combustível e gás.
  • O racionamento de combustível já começou: filas para abastecimento e limite de quinze litros de gasolina ou diesel por pessoa por semana; transporte público com até duzentos litros.
  • Países da região enfrentam grave escassez de combustível e gás liquefeito de petróleo, já que o estreito de Hormuz está praticamente fechado por retaliação a ataques.
  • Paquistão reduziu atividades escolares para ensino remoto e aumentou preços de combustível; Bangladesh implementa feriados programados e cortes de energia para economizar.
  • Índia relata avanço diplomático com dois carregadores de gás passando pelo estreito após negociações diretas com o Irã; autoridades alertam sobre riscos se o conflito se prolongar.

Sri Lanka anunciou a adoção de uma semana de trabalho de quatro dias para economizar reservas de combustível e gás, diante de interrupções acentuadas no fornecimento provocadas pelo conflito no Oriente Médio. O país depende amplamente do petróleo e gás importados da região para funcionamento de serviços públicos e atividades industriais.

O anúncio ocorreu após uma reunião emergencial presidida pelo chefe de Estado, Anura Kumara Dissanayake. O comissário-geral de serviços essenciais, Prabath Chandrakeerthi, informou que, a partir de quarta-feira, órgãos estatais, escolas e universidades operariam em quatro dias, com possibilidade de teletrabalho para o setor público.

Impacto regional

Países vizinhos do sul da Ásia enfrentam severas restrições de combustível e GLP, usados em tudo, desde cozinhar até procedimentos funerários. O estreito de Hormuz está parcialmente bloqueado há duas semanas, interrompendo grande parte do envio de petróleo e gás.

Bangladesh adotou férias de Ramadan para universidades e programou blecautes para economizar energia, com receio de faltar combustível para a indústria de confecção. Pakistan também elevou preços de combustíveis e deslocou parte de atividades para o ensino remoto, na tentativa de evitar desabastecimento.

Desdobramentos e ações

Sri Lanka informou que reservas de gasolina e diesel devem durar cerca de seis semanas, desde que não ocorram interrupções adicionais no fornecimento. Serviços essenciais, como hospitais, portos e emergências, devem seguir operando normalmente.

O país pediu ainda que o setor privado acompanhasse a medida, adotando as quartas-feiras como feriado para reduzir consumo de energia. Autoridades ressaltaram que o tempo de reserva depende de novas entregas de combustível.

Situação no Golfo e repercussões na região

O bloqueio do Hormuz afeta a energia de Bangladesh, Índia e Paquistão, todos fortemente dependentes de importações do Golfo. Índia informou que dois carregamentos de gás passaram pelo estreito graças a negociações diretas com o Irã, o que pode facilitar a distribuição de gás no país.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, declarou que não houve escassez de GLP nem necessidade de pânico, buscando tranquilizar a população. Entre as medidas, destacam-se certificações de abastecimento e diálogo diplomático para evitar agravamento do quadro.

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