- A Simpar pretende fazer mais com menos, após anunciar aumento de capital de até R$ 3,4 bilhões, com o BNDES comprometido a investir até R$ 1,35 bilhão por meio do braço de participações.
- O plano inclui novas apostas de capital em subsidiárias como Movida, Vamos e JSL, com parte da operação envolvendo troca de dívida por capital próprio.
- A mudança de prioridades acompanha a redução de capex e foco em geração de caixa, segundo o presidente Fernando Simões, e ocorre após anos de investimentos intensivos.
- No terceiro trimestre de 2025, a alavancagem líquida ficou em 3,5 vezes, ante 3,7 vezes no mesmo período de 2024; investimentos líquidos somaram R$ 1,1 bilhão, queda de 40%, e a receita líquida atingiu R$ 11,39 bilhões (+4,8%).
- Em 9 de março o conselho aprovou programa de recompra de ações e autorizou instrumentos derivativos atrelados às ações da controladora e das subsidiárias listadas. A divulgação dos resultados ocorre em 30 de março.
A Simpar divulgou um aumento de capital de até 3,4 bilhões de reais, indicando uma guinada estratégica. A operação mira geração de caixa e redução da dívida, após anos de expansão acelerada. O movimento marca a transição para fazer mais com menos, segundo o presidente Fernando Simões.
O BNDES comprometeu-se a investir até 1,35 bilhão por meio de seu braço de participações. O plano inclui aportes em subsidiárias como Movida, Vamos e JSL, fortalecendo o caixa para reduzir endividamento.
A mudança ocorre depois de anos de investimentos intensivos. O conselho aprovou, em 9 de março, um novo programa de recompra de ações e o uso de derivativos com liquidação financeira vinculados às ações da controladora e das subsidiárias.
Mudança de prioridades
Sinais da nova orientação aparecem nos resultados trimestrais. Em relação ao terceiro trimestre de 2025, a empresa reduziu o capex e registrou crescimento de receita, segundo a gestão. A alavancagem líquida passou de 3,7 para 3,5 vezes no período.
A Simpar informou que os investimentos líquidos somaram 1,1 bilhão de reais, queda de 40% ante o ano anterior. A receita líquida cresceu 4,8%, para 11,39 bilhões de reais, consolidando a recuperação de operações após o ciclo de investimentos.
Títulos da empresa tiveram valorização neste ano, refletindo expectativa de queda de juros no Brasil e menor aporte de novos investimentos. Papéis em dólar acumularam retorno de cerca de 10% no período, entre os melhores da região.
A companhia manterá o foco na reestruturação de passivos e no equilíbrio entre dívida e capital próprio, conforme indicam as sinalizações da gestão. A divulgação completa dos resultados ocorre em 30 de março.
Situações relevantes
Analistas do Citi apontam que Movida, Vamos e JSL tiveram desempenho levemente positivo, com maior flexibilidade no balanço, mas alavancagem ainda elevada. O Bank of America destacou que o novo capital reduz riscos após a reestruturação de passivos.
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