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Estoque limitado na Av. Paulista impulsiona escritórios nas regiões vizinhas

Mercado de escritórios da Avenida Paulista mantém baixa vacância (4,3% em 2024) com estoque restrito, elevando demanda para Rebouças, Consolação e Centro

Vista da Avenida Paulista próximo à Rua da Consolação: oferta de alto padrão é extremamente restrita e, o estoque, limitado.
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  • O mercado de escritórios da Avenida Paulista teve redução da vacância para 4,3% em 2024, após pico de 15% em um período anterior, com a oferta de alto padrão ainda restrita.
  • A escassez de edifícios modernos na Paulista deve elevar os preços de locação e pressionar a demanda por regiões vizinhas, como Avenida Rebouças, Rua da Consolação e Centro.
  • O setor financeiro é o principal ocupante na Paulista, com 36% da ocupação; coworking representa 11%, e saúde e educação completam o quadro com 8,9% e 8,8%, respectivamente.
  • O Passeio Paulista, na Consolação, emergiu como alternativa, com vacância de 4,2% e lajes amplas de cerca de 2 mil m² por andar; bancos e mídia estão entre os inquilinos.
  • Perspectivas: Rebouças tende a reduzir a vacância e absorver demanda da Paulista e Nova Faria Lima; até 2026–2027, novos estoques devem ficar em até 10 mil m², principalmente no Jardins e na Rebouças.

O mercado de escritórios da Avenida Paulista continua a se fortalecer, com a vacância caindo de seu pico de 15% para 4,3% em 2024. A recuperação é atribuída à demanda de empresas que buscam centralidade e qualidade de negação constante de estoques modernos.

A pesquisa da JLL aponta que o estoque recente ganhou impulso entre 2019 e 2021, com a entrega de três empreendimentos relevantes: Paulista J. Safra Corporate, Jardins J. Safra Corporate e Torre Alameda Santos. A vacância atingiu o maior nível em 2023, ainda sob influência da pandemia.

Segundo o levantamento, a Paulista enfrenta oferta restrita de alto padrão. O cenário favorece reajustes de aluguel e eleva a pressão de preços, com a demanda se deslocando para regiões vizinhas como Rebouças, Consolação e Centro.

Na prática, a região concentra 36% da ocupação no segmento financeiro, dominado por bancos comerciais e múltiplos, que juntos representam 67% desse grupo. O coworking soma 11% do estoque, impulsionado pela infraestrutura local.

Além disso, os setores de saúde (8,9%) e educação (8,8%) completam o mix. A área da saúde atua com administração, planos de saúde e centros médicos; a educação é fortemente ligada a instituições de ensino superior de alto padrão.

A diretora da JLL, Yara Matsuyama, destaca que o diferencial da Paulista é a infraestrutura de transporte, serviços e conveniência, que atrai empresas em busca de centralidade e acesso facilitado aos colaboradores. A região é vista como destino corporativo estável.

Regiões vizinhas ganham espaço. Rebouças avança como extensão premium, com novos edifícios que atendem às exigências de quem procura qualidade sem os preços da Paulista. O estoque em Rebouças deve chegar a 81,1 mil m², sinalizando potencial absorção da demanda.

O Centro apresenta menor mobilidade de migração, devido ao estoque e à necessidade de retrofit para uso corporativo de alto padrão. A consolidação de opções modernas ainda depende de reformas estruturais e planejamento específico.

O Passeio Paulista, na Consolação, desponta como alternativa viável. Inaugurado em 2023, o edifício tem vacância de 4,2% e oferece lajes amplas, atraindo instituições como Banco do Brasil e Exame/Saint Paul.

Para 2026 e 2027, a JLL prevê novos estoques de até 10 mil m² em Jardins e Rebouças, com menor dependência da Paulista. O movimento deve reduzir a vacância na região e favorecer ativos mais antigos com boa localização.

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