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Cubanos emigrados poderão investir na ilha, afirma ministro

Cuba abre espaço para emigrados investirem na ilha, buscando reativar turismo e mineração e restaurar a rede elétrica, com foco em grandes investimentos

Havana, Cuba, em 13 de fevereiro de 2026. Foto: Yamil Lage/AFP
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  • Cubanos emigrados e seus descendentes poderão investir na ilha, anunciado pelo ministro Oscar Pérez-Oliva em entrevista à NBC.
  • A medida permite investimentos, inclusive de grande porte, visando criar um ambiente empresarial dinâmico na ilha.
  • Os setores-alvo são turismo e mineração, além da restauração da rede elétrica, que já sofre há anos com falhas.
  • A notícia ocorre em meio a um bloqueio energético dos Estados Unidos e a diálogos entre Havana e Washington para um possível acordo.
  • O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, confirmou conversas com os EUA, enquanto Donald Trump diz que um acordo seria alcançado “muito em breve”.

Os cubanos que vivem no exterior e seus descendentes poderão investir na ilha, informou o ministro do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, Oscar Pérez-Oliva. A confirmação foi dada em entrevista à NBC divulgada nesta segunda-feira (16) e tem Havana como palco.

A iniciativa permite que emigrantes criem seus próprios negócios em Cuba, abrangendo desde pequenos empreendimentos até grandes projetos. O objetivo é fomentar um ambiente empresarial dinâmico e impulsionar investimentos principalmente em infraestrutura.

Segundo o ministro, a medida busca reativar setores-chave da economia cubana, como turismo e mineração, além de promover a recuperação da rede elétrica, que tem enfrentado falhas por anos e agravado a crise econômica.

Contexto econômico e político

O anúncio ocorre em meio a um contexto de pressão dos EUA, com bloqueio energético afetando o país após a redução de remessas de petróleo da Venezuela. Cuba mantém conversas com Washington sobre possíveis acordos, enquanto o governo ressalta a necessidade de diversificar fontes de investimento.

Trump, por sua vez, tem reiterado interesse em mudanças políticas na ilha, destacando o papel dos cubano-americanos no apoio a reformas. A relação entre Estados Unidos e Cuba continua tensa, com Cuba descrevendo a situação como uma ameaça percebida por sua aliança com Rússia, China e Irã.

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