- Cuba pretende permitir que nacionais que vivem no exterior invistam e possuam negócios na ilha, segundo o vice‑primeiro ministro Oscar Pérez-Oliva Fraga.
- Fraga disse à NBC News que Cuba está aberta a relacionamentos comerciais mais fluidos com empresas dos Estados Unidos e com cubanos residindo nos EUA e seus descendentes.
- A mudança ocorre dias após Havana admitir conversas com a administração Trump sobre o tema.
- Até hoje, cubanos que moram na ilha podiam abrir negócios privados; os que vivem fora da ilha eram excluídos.
- O governo cubano enfrenta necessidade de reativar a economia, agravada pelo bloqueio dos EUA e pela escassez de combustível, comida e remédios; a decisão deve ser anunciada oficialmente ainda nesta segunda-feira.
Cuba deve permitir que nacionais que vivem no exterior, inclusive nos Estados Unidos, invistam e sejam proprietários de empresas no país, conforme declarações do vice-primeiro-ministro ao NBC News. A mudança sinaliza maior flexibilidade dias após o governo reconhecer conversas iniciadas com a administração Trump.
Segundo o informativo, Cuba está disposto a manter um relacionamento comercial fluido com empresas norte-americanas e com cubanos residentes nos EUA e seus descendentes. A pauta envolve ampliar a participação de cubanos fora da ilha nos negócios locais.
A medida representa uma resposta a pressões econômicas internas, com a economia cubana enfrentando dificuldades agravadas pelo bloqueio dos EUA e pela escassez de combustíveis, alimentos e remédios.
Novo marco para investimentos de emigrantes
O tema envolve uma mudança sensível para o governo cubano, que historicamente teve reservas em relação a grupos da diáspora. Cubanos que residem na ilha já podem abrir negócios desde 2021, mas os que vivem fora não tinham esse direito.
O governo espera anunciar oficialmente as mudanças na política de investimento ainda nesta segunda-feira. Analistas veem a medida como parte de esforços para revitalizar a economia do país.
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