- A guerra no Oriente Médio está interrompendo o fluxo de medicamentos críticos para o Golfo, colocando em risco suprimentos de tratamentos que precisam de refrigeração, como alguns usados no combate ao câncer, e levando empresas a reorientarem voos e buscarem acesso por terra.
- Hubs de carga aérea importantes foram fechados na região, incluindo Dubai, Abu Dhabi e Doha, o que aumenta a necessidade de rotas alternativas via Jeddah, Riade, Istambul e Omã.
- Segundo executivos, mais de um quinto do transporte de carga aérea global — principal via de remédios e vacinas sensíveis — pode ficar exposto às interrupções no Oriente Médio.
- Desvios de rotas já Ocorreram: cargas entre Europa e Ásia podem passar por China ou Cingapura; rotas marítimas não são viáveis por tempo e pelo fechamento do Estreito de Hormuz.
- Especialistas destacam que corredores de cadeia de frio não ficam prontos de imediato e que, se o conflito persistir, estoques de medicamentos com vida útil curta e de oncologia podem ficar baixos em semanas.
O conflito no Oriente Médio está interrompendo rotas aéreas que abastecem medicamentos críticos no Golfo, colocando em risco fornecimentos de tratamentos que exigem refrigeração, como fármacos anticâncer. Empresas relataram reações rápidas para desviar voos e buscar vias terrestres para manter o fluxo.
Executivos de grandes farmacêuticas disseram buscar rotas alternativas para o Golfo, com remessas transportadas por via terrestre a partir de aeroportos na Arábia Saudita, como Jeddah e Riad. Outras opções investigadas incluem Istambul e Omã, diante de cadeias de frio na cadeia de suprimentos.
Principais aeroportos da região, incluindo Dubai, Abu Dhabi e Doha, ficaram fechados temporariamente devido a ataques iranianos em resposta a ações dos EUA e de Israel. Esses hubs são cruciais para ligarem Europa a Ásia e África, com operações de companhias como Emirates e Etihad, além de logísticos, como DHL, em cadeias sensíveis ao frio.
Especialistas alertam que, embora ainda não haja sinais de grandes faltas, as quebras na logística podem piorar se o conflito se estender. A região depende fortemente de importações, e muitos medicamentos têm prazos de validade curtos e exigem cadeias de frio rigorosas.
Analistas indicam que corridors de frio, usados para materiais sensíveis, não podem ser implementados de forma imediata. Mesmo assim, equipes internas foram formadas para priorizar remessas críticas a pacientes, incluindo tratamentos oncológicos.
Dados de pesquisadores do setor indicam que mais de 20% do transporte aéreo global — principal rota para fármacos vitais e vacinas — depende de aços de trânsito no Oriente Médio, revelando vulnerabilidade logística diante do conflito.
Fontes da indústria ressaltam que a logística está em modo de contingência, com redes explorando rotas alternativas e com o uso de transporte terrestre para manter o fornecimento de medicamentos sensíveis. O cenário permanece dinâmico, com mudanças rápidas nas trajetórias.
Especialistas destacam ainda que atrasos podem afetar a disponibilidade de itens não diretamente farmacológicos, como itens de embalagem e tampas de frascos, que são críticos para manter a qualidade dos medicamentos durante o transporte.
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