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AI washing: como a IA virou bode expiatório para demissões

IA é usada como justificativa para demissões, mas dados mostram que fatores econômicos pesam mais e o AI washing distorce a percepção do mercado

Uma pesquisa apontou que 59% dos gerentes de RH mencionam a IA para suavizar a percepção das demissões; no entanto, apenas 9% disseram que a IA substituiu totalmente uma função dentro da empresa (Foto: Bloomberg)
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  • Muitas demissões são atribuídas à IA, mas as condições econômicas explicam a maior parte dos cortes, segundo análises do tema.
  • A Block anunciou corte de quarenta por cento da sua força de trabalho, crédito à IA foi feito pelo CEO Jack Dorsey; as ações subiram cerca de vinte e dois por cento após o anúncio, enquanto o S&P 500 caiu.
  • Sam Altman, da OpenAI, disse que empresas fazem “AI washing” ao ligar demissões à IA, para apresentar cenário mais favorável aos stakeholders.
  • Segundo a Resume.org, cinquenta e nove por cento dos gestores de RH dizem enfatizar a IA para manter a narrativa; apenas nove por cento afirmaram que a IA substituiu completamente alguma função.
  • Estudos indicam discrepância entre discurso e dados: quase noventa por cento dos executivos entrevistados dizem que a IA não impactou o emprego nos últimos três anos; em 2025, demissões citadas como IA representaram menos de cinco por cento do total.

O debate sobre IA e demissões ganhou espaço ao mostrar que a IA é usada como explicação para cortes de pessoal. Empresas dizem que a tecnologia justifica reduções, mesmo quando fatores econômicos internos também pesam. A discussão envolve CEOs, investidores e dados de mercado.

Em fevereiro, a Block anunciou um corte de 40% de sua força de trabalho. O CEO Jack Dorsey atribuiu isso à IA, enquanto o mercado reagiu com alta nas ações da empresa. O movimento contrasta com a oscilação do índice S&P 500, que caiu naquele período.

A onda de demissões não é exclusiva da Block. Em fevereiro, o CEO da OpenAI reconheceu que algumas reduções são apresentadas como resultado da IA, ainda que parte possa ter outra origem. O comentário veio durante a AI Impact Summit na Índia.

Contexto e evidências

Uma pesquisa com 1.000 gestores de RH mostrou que 59% destacam a IA nas demissões para tornar o ajuste mais aceitável aos stakeholders. Apenas 9% disseram que a IA substituiu totalmente alguma função. O restante envolve outros motivos.

Dados de 2025 indicam discrepância entre discurso e prática. A Challenger, Gray & Christmas registrou 1,2 milhão de demissões no ano, com IA citado em menos de 55 mil casos (4,5%). Condições de mercado foram responsáveis pela maior parte.

Casos e impactos no mercado

A Amazon enfrentou contradições semelhantes. Em 2025, o CEO afirmou que IA exigiria menos pessoas; meses depois, ocorreram demissões significativas. O topo da empresa chegou a corrigir: cortes não foram impulsionados pela IA, em específico, sendo atribuído à cultura organizacional.

Essa ambiguidade ajuda a manter investidores céticos. Um estudo do Goldman Sachs mostrou impacto negativo em ações associadas a demissões atribuídas à IA, ainda que casos isolados apresentem valorização em alguns stocks, como o de Block.

Perspectivas e conclusão

Especialistas destacam que a adoção da IA pode, de fato, alterar a produtividade com o tempo. No entanto, medições atuais ainda não capturam plenamente esse efeito, gerando narrativas que confundem origem dos cortes com impacto tecnológico real.

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