- Um posto da Chevron na Alameda Street, em Los Angeles, cobra $8,31 por galão de gasolina regular, bem acima da média da cidade, em torno de $5,37.
- O preço elevado é atribuído pelo atendente à localização central, embora postos próximos a cerca de dois quilômetros vendam combustível por valores menores.
- O posto ficou com movimento baixo: poucas pessoas abasteceram em 40 minutos; um homem sem-teto comprou apenas uma Pepsi.
- Autoridades locais dizem que, sem estado de emergência, aumentos de preço elevados não são ilegais; a AAA aponta que variações entre postos são comuns devido a fatores como tráfego, aluguel e localização.
- O posto pertence ao Hawk II Environmental Group; há críticas sobre a empresa em avaliações, e a recomendação é comparar preços em tempo real pelo aplicativo da AAA.
O posto da Chevron na 901 N Alameda Street, próximo ao centro de Los Angeles, cobrou até US$ 8,31 por galão de gasolina regular, entre o tráfego do meio-dia desta terça-feira. O preço chamou atenção por ficar muito acima da média da cidade, de cerca de US$ 5,37 por galão.
O posto, localizado perto de Chinatown, tem sido citado em reportagens como exemplo de elevação de preços no estado. Um atendente não identificável atribuiu o valor ao local central, mas não explicou por que estabelecimentos próximos cobravam valores menores.
Um frequentador, Alex Markarian, funcionário da prefeitura do condado de LA, abasteceu 4,1 galões e pagou US$ 34,56. Ele informou que os preços em Pomona, onde mora, são aproximadamente US$ 3 mais baixos por galão.
Um criador de conteúdo esteve no local para gravação, sem obter contato com o proprietário. A unidade de polícia foi acionada após a chegada da equipe de filmagem, e o fluxo de clientes permaneceu baixo durante a visita, com apenas dois veículos abastecendo.
Contexto de preços e operação
A rede proprietária do posto é Hawk II Environmental Group, associada à família Bezerra, com atuação antiga no mercado de combustíveis no sul da Califórnia. Tentativas de contato com a empresa não tiveram sucesso até o momento.
Estudos de entidades de consumo apontam que variações de preço entre postos próximos são comuns, influenciadas por localização, aluguel, custos operacionais e fornecimento. A AAA destaca que áreas com maior tráfego costumam registrar valores mais elevados.
A mudança sazonal para a nova formulação de verão também costuma elevar o custo de produção e, consequentemente, o preço ao consumidor. Técnicos indicam que essa variação vale para toda a costa oeste, com impactos mais perceptíveis em áreas urbanas.
Segundo especialistas, a maior parte do preço da gasolina envolve impostos estaduais e federais, além de margens de lucro dos distribuidores e varejistas. Em alguns casos, a participação de itens de conveniência pode reforçar margens assistenciais ao operador.
A distância entre o posto da Alameda Street e pontos turísticos locais, como Olvera Street e Philippe the Original, pode sustentar custos logísticos mais altos, contribuindo para o valor praticado naquele ponto específico.
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