- O barril de Brent ficou acima de US$ 100, com o petróleo ainda pressionado pela guerra no Oriente Médio e pelo estreito de Ormuz, afetando produção e escoamento.
- O ex-presidente Donald Trump sinalizou que o fim do conflito pode não chegar em breve; relatos seguintes indicaram que o Irã estaria próximo de se render, enquanto o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, prometeu continuar lutando.
- Hoje sai o índice de inflação PCE dos EUA de janeiro, com expectativa de variação de 2,9% nos 12 meses e núcleo em 3,1%, apenas dias antes da reunião do Federal Reserve.
- Os contratos futuros de ações norte-americanas começam o pregão em leve alta; o ETF iShares MSCI Brazil (EWZ) recua, e houve anúncio de isenção de impostos federais sobre combustíveis que pode gerar queda de até R$ 30 bilhões na receita fiscal neste ano.
- O Federal Reserve deve manter as taxas entre 3,50% e 3,75%; os investidores monitoram o impacto do petróleo na inflação antes da decisão.
Bom dia. O petróleo Brent fica acima de US$ 100 o barril na sexta-feira, 13 de março, sustentando pressões inflacionárias diante de tensões no Oriente Médio. A guerra entre EUA, Israel e Irã permanece em foco, com desdobramentos acompanhados de perto pelo mercado.
Na noite de quinta-feira, o presidente Donald Trump sugeriu que o fim do conflito não é próximo, citando poder de fogo e tempo. Relata-se também que, nesta sexta, Trump afirmou em relação ao Irã que o regime pode se render, segundo a Axios. O novo líder iraniano prometeu continuar a luta.
O estreito de Ormuz continua com tráfego prejudicado, elevando dificuldades de produção e escoamento de petróleo. Essas dinâmica mantêm o cenário de preços elevados e alimentam expectativas sobre inflação e juros nos EUA.
Perspectivas
Nesta sexta, o índice de inflação PCE de janeiro será divulgado, com expectativa de estabilidade no geral, em 2,9% nos 12 meses até janeiro. Para o núcleo, a projeção aponta leve alta para 3,1%.
O dado aparece próximo da reunião do FED, marcada para 17 e 18 de março. O mercado prevê manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75%, mas observa como o petróleo e o conflito no Irã podem influenciar as expectativas.
Os contratos futuros dos principais índices dos EUA apontam para leve alta no pré-mercado. O ETF EWZ, que acompanha ações brasileiras, recua, diante das apostas de impacto fiscal negativo com a isenção de impostos sobre combustíveis.
Indicadores
Brasil: PMS IBGE de serviços em jan — dados ainda não divulgados; variação anterior de -0,4%.
Estados Unidos: PIB do 4º tri esperado em 1,4%; PCE jan em 0,3% e 12m em 2,9%; núcleo do PCE jan em 0,4% e 12m em 3,1%.
JOLTs jan esperado em 6,76 milhões, diante de 6,542 milhões no levantamento anterior.
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