- Meta planeja demissões significativas que poderiam atingir 20% ou mais de sua força de trabalho, segundo três fontes à Reuters; ainda não há data definida nem confirmação de magnitude.
- Se confirmadas, seriam os desligamentos mais relevantes desde a reestruturação de 2022/2023, quando a empresa buscou maior eficiência; a Meta tinha quase 79 mil funcionários em 31 de dezembro.
- Executivos sinalizaram às lideranças seniores que iniciem o planejamento para reduzir equipes; a Meta não comentou imediatamente.
- O movimento ocorre enquanto a empresa investe pesadamente em infraestrutura de IA para aumentar a eficiência, incluindo planos de investir cerca de $600 bilhões em data centers até 2028.
- A Meta também tem feito aquisições — Moltbook e Manus — e trabalha em novos modelos de IA como o Avocado, após problemas com as versões Llama 4.
Meta planeja desligamentos abrangentes que podem atingir 20% ou mais da força de trabalho, segundo três fontes familiarizadas com o tema, para conter custos com infraestrutura de IA e aumentar a eficiência com trabalhadores assistidos por IA.
As informações indicam que não há data definida para as cortes nem o tamanho final, e executivos sinalizaram aos gestores que comecem a planejar reduções. As pessoas falam em anonimato por não terem autorização para divulgar.
Caso confirme o percentual de 20%, as demissões seriam as maiores desde a reestruturação de fim de 2022 e início de 2023, chamada de “ano da eficiência”. A Meta tinha quase 79 mil funcionários em 31 de dezembro, segundo seu último registro.
Em novembro de 2022, a empresa demitiu 11 mil funcionários, cerca de 13% da força na época. Cerca de quatro meses depois, anunciou cortes adicionais de 10 mil vagas.
Nos últimos 12 meses, o CEO Mark Zuckerberg intensificou a disputa pela liderança em IA gerativa, oferecendo pacotes salariais milionários para atrair pesquisadores e formar uma equipe de superinteligência. A Meta pretende investir cerca de US$ 600 bilhões em data centers até 2028.
Nesta semana, a empresa adquiriu o Moltbook, plataforma de rede social voltada a agentes de IA. Também anunciou investimentos de pelo menos US$ 2 bilhões na startup chinesa Manus.
Zuckerberg indicou ganhos de eficiência com esses investimentos, afirmando, em janeiro, que projetos antes dependentes de grandes equipes passam a ser feitos por uma única pessoa muito talentosa.
As medidas da Meta refletem um movimento mais amplo entre grandes empresas de tecnologia dos EUA neste ano, com planos semelhantes em outras companhias. A Amazon confirmou, em janeiro, a demissão de cerca de 16 mil funcionários.
No mês anterior, a fintech Block reduziu quase metade de sua equipe, citando ferramentas de IA que ampliam a capacidade de atuação com equipes menores.
As investidas da Meta em IA seguem enfrentando obstáculos, como falhas com os modelos Llama 4 no ano passado e críticas a benchmarks usados para versões anteriores. A empresa cancelou o lançamento da versão Behemoth.
A equipe de superinteligência trabalha para reconquistar posição no mercado com o novo modelo Avocado, cujo desempenho também ficou aquém das expectativas.
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