Em Alta NotíciasFutebolBrasilPolíticaeconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Copom: Guerra no Irã reduz apostas no primeiro corte do BC em quase dois anos

Mercado diverge sobre o tamanho do primeiro corte do Copom; alta do petróleo aumenta incerteza e pressiona o ritmo da redução

Sede do BC, em Brasília: pesquisa da Bloomberg com dez estimativas mostra que cinco delas apoiam um corte de 0,5 ponto percentual e outras cinco preveem flexibilização de 0,25 ponto percentual.
0:00
Carregando...
0:00
  • O Copom pode iniciar cortes na Selic com 0,25 ponto percentual ou 0,50 p.p., diante da elevação do preço do petróleo causada pela guerra no Irã.
  • O Brent subiu quase 40% desde o início do conflito, o que reduz a probabilidade de um corte de 0,50 p.p. na próxima reunião.
  • O mercado já precifica menor magnitude de queda e espera um ciclo de cortes mais curto, com a Selic a encerrar em torno de 12,75% em junho de 2027.
  • A mediana de economistas no sistema do Banco Central ainda aponta para um corte de 0,50 p.p., mas há alterações entre instituições conforme a curva DI.
  • Comentários de analistas destacam cautela adicional devido à maior incerteza global e ao impacto dos preços do petróleo na inflação.

O mercado financeiro segue dividido sobre o tamanho do primeiro corte da Selic pelo Copom em quase dois anos. A guerra no Irã elevou o preço do petróleo, o que reduz a probabilidade de um recuo de 0,50 ponto, segundo a curva de juros e o mercado de opções.

Dados de moedas e juros mostram a mudança de cenário. O petróleo Brent subiu cerca de 40% desde o início do conflito, em fevereiro, levando a uma leitura de menor espaço para reduzir pela metade ponto. O DI já aponta queda menor do esperado.

A estimativa dos agentes sobre o tamanho do corte varia entre 0,25 e 0,50 ponto. Enquanto a mediana de economistas ainda aponta para 0,5 pp, o mercado de opções mostram maior viés a 0,25 pp. A curva DI indica ciclo de cortes mais curto.

Nilton David, diretor de política monetária do BC, afirmou que a calibragem para a próxima reunião continua válida, com passos “cuidadosamente analisados”. Ele ressaltou que a política deve permanecer contracionista, mesmo sem inação.

No fronto de análises, defensores de 0,25 pp citam aumento de inflação no curto prazo e maior incerteza global. O Citi aponta maior cautela diante da inflação e dos dados, sugerindo corte menor e vigilância contínua.

Outras casas de investimento mantêm o cenário de 0,5 pp, argumentando que o BC ainda tem espaço para reduzir sem comprometer a credibilidade. Comentários ressaltam que o petróleo pode recuar e aliviar pressões.

Mercado de expectativas e imprensa dão peso às comunicações do Copom quanto à vigilância. Relatórios indicam que o BC pode sinalizar prudência adicional diante do ambiente externo volátil e da incerteza de preços.

As previsões de analistas para o fim de 2027 variam. Algumas instituições estimam Selic em 12,75% ao fim do ciclo, enquanto outras projetam trajetórias diferentes conforme o petróleo e o câmbio se comportem.

Para a audiência doCopom, o momento exige leitura cuidadosa. A comunicação deve transmitir cautela sem abandonar o objetivo de manter a inflação sob controle, conforme o cenário externo se delineia.

Cenário de avaliação para o Copom envolve dados domésticos e internacionais. Os próximos passos dependerão de novos indicadores de inflação, câmbio e petróleo, aliados à evolução do quadro geopolítico.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais