- Ibovespa caiu 2,55%, aos 179.284 pontos, com aversão ao risco global em meio à guerra no Irã e à alta do petróleo.
- Brent fechou em US$ 101,56 o barril, alta de cerca de 9,90%; o WTI também avançou.
- Dólar comercial subiu 1,69%, para R$ 5,24, com perdas também em Nova York e nas bolsas globais.
- Governo criou imposto de exportação de 12% sobre o petróleo; o PIS/Cofins sobre o diesel foi zerado.
- Petrobras avançou (PETR4 e PNA), Vale e bancos tiveram perdas; IPCA de fevereiro subiu 0,70% (12 meses: 3,81%).
O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira, com recuo de 2,55% e 179.284 pontos, pressionado pela aversão ao risco global em meio a tensões no Oriente Médio. O Brent ultrapassou US$ 101 o barril, após declarações do líder iraniano sobre a continuidade do fechamento do Estreito de Ormuz.
O dólar avançou 1,69%, cotado a R$ 5,24. Investidores monitoraram a possibilidade de prolongamento do conflito e a alta do petróleo, que pode acelerar a inflação e reduzir perspectivas de cortes de juros nos EUA e no Brasil. Com isso, o humor dos mercados internacionais ficou negativo.
Contornos macroeconômicos e câmbio
O Copom deve se reunir na próxima semana, ainda com expectativa de corte de 0,25 ponto percentual na Selic, conforme a curva de juros. O IPCA de fevereiro acelerou 0,70%, bem acima das expectativas, elevando o crescimento anual para 3,81%.
Entre as abertas brasileiras, a maioria das ações recuou. Das 84 companhias do Ibovespa, 77 caíram, com Vale e bancos entre as maiores pressões negativas, além de varejo e consumo. Petrobras teve desempenho distinto: ações preferenciais subiram 0,45% e ordinárias 1,45%.
Outras dissociações do pregão
A Prio teve ganho de 0,25%, enquanto Brava Energia, Eneva e PetroRecôncavo registraram quedas. Mesmo com o rali do petróleo no exterior, as petroleiras nacionais oscilaram após decreto que instituiu imposto de exportação de 12%, acompanhado da zeragem do PIS/Cofins sobre o diesel. Fontes: Bloomberg News.
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