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Dívida da CSN sobe para 41 bi enquanto empresa prepara venda de ativos

Dívida líquida da CSN atinge R$ 41,2 bi; alavancagem sobe para 3,47x, enquanto negocia venda de ativos para fortalecer o balanço

A empresa controlada pela família bilionária Steinbruch planeja levantar até US$ 1,5 bilhão em um empréstimo garantido para pagar os títulos vencidos e melhorar o perfil de sua dívida (Foto: Dado Galdieri/Bloomberg)
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  • A dívida líquida da CSN chegou a R$ 41,2 bilhões no fim do quarto trimestre, ante R$ 37,1 bilhões três meses antes, elevando a alavancagem para 3,47 vezes o Ebitda.
  • A empresa captou recursos e refinanciou acordos, com vencimentos estendidos até 2030, buscando acelerar o refinanciamento da dívida de curto a médio prazo.
  • As ações caíram até 10% em São Paulo, atingindo o menor patamar desde abril de 2020.
  • A CSN planeja levantar até US$ 1,5 bilhão em um empréstimo garantido para pagar títulos vencidos e melhorar o perfil da dívida, apesar de impasse com bancos sobre tamanho e garantias.
  • A companhia busca vender participação significativa em infraestrutura e logística, bem como o controle do negócio de cimento, e pretende assinar acordos no segundo semestre para levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões.

A CSN, conglomerado brasileiro de siderurgia e energia, teve a dívida líquida elevada no fim do quarto trimestre, avançando o seu índice de alavancagem pela primeira vez em 2025. A dívida chegou a R$ 41,2 bilhões, frente a R$ 37,1 bilhões três meses antes. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) também é usado para medir essa alavancagem, que ficou em 3,47 vezes.

A empresa divulgou que captou novos recursos e refinanciou acordos bilaterais, com vencimentos estendendo até 2030. A CSN afirma que avança em estruturas financeiras para acelerar o refinanciamento de dívidas de curto e médio prazo. O movimento ocorre enquanto a companhia busca fortalecer o balanço com desinvestimentos.

As ações da CSN chegaram a cair até 10% em São Paulo, atingindo o menor preço desde abril de 2020. O grupo pretende obter até US$ 1,5 bilhão em um empréstimo garantido para quitar títulos vencidos e melhorar o perfil de dívida, segundo fontes. As negociações com bancos estariam em impasse sobre o tamanho do empréstimo e a garantia.

Além disso, a CSN contratou consultores para vender participação relevante em seu braço de infraestrutura e logística, bem como o controle do negócio de cimento. A empresa mira acordos no segundo semestre para captar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões, quase metade dos empréstimos líquidos atuais.

Ao mesmo tempo, o grupo busca um parceiro estratégico para a divisão de aço. Fundada como siderúrgia, a CSN enfrenta pressão de altas taxas de juros no Brasil e de importações de aço chinês de baixo custo. No quarto trimestre, a CSN apresentou prejuízo líquido de R$ 721 milhões, abaixo da média de analistas acompanhados pela Bloomberg.

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