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Bayer expande portfólio farmacêutico para disputar mercado na América Latina

Bayer aposta em novos medicamentos e sete motores de crescimento para ampliar vendas na América Latina, visando 10% de expansão em 2026

Fábrica da Bayer na planta de Lerma, no México: país deve ter o maior crescimento em vendas líquidas da região em 2026, com estimativa de incremento de 20%
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  • A Bayer projeta crescer 10% as vendas líquidas na América Latina em 2026, o dobro do ritmo de 2025 (5,4%), que chegou a 824 milhões de euros.
  • O crescimento virá da expansão do portfólio, com a chegada de novos medicamentos e novas indicações, mirando sete motores de crescimento em áreas como oncologia, cardiorenal, hemofilia, saúde feminina, oftalmologia e acidente vascular cerebral.
  • Darolutamida pode atingir 300 milhões de euros em potencial de venda na LatAm com ampliação de indicações; finerenona pode chegar a 200 milhões de euros nas vendas apenas na região, com nova indicação para falha cardíaca.
  • A perda de patente de Xarelto foi o marco, com Brasil já sem proteção desde 2021 e demais mercados da LatAm abrindo para genéricos até 2024; apesar disso, a região fechou 2025 como a segunda maior em crescimento global da Bayer, com México recuando 1,5% em 2025 e previsão de crescimento de 20% em 2026.
  • No Brasil, a Lei de Pesquisa Clínica facilita aprovações em até 90 dias; a Bayer planeja, no país, sua primeira pesquisa de fase 1 fora de EUA/Europa, destacando a diversidade da população latino-americana como ativo para estudos.

A Bayer projeta ampliar seu portfólio farmacêutico na América Latina para enfrentar a intensificação da concorrência com genéricos nos últimos quatro anos. A aposta é que o crescimento venha da chegada de novos medicamentos ao mercado latino-americano e de novas indicações para produtos já existentes.

Adib Jacob, presidente da divisão para América Latina e Brasil, prevê crescimento de 10% nas vendas líquidas da região em 2026, frente a 5,4% em 2025 e 824 milhões de euros de receita. A previsão depende da ofensiva de lançamentos e de indicações ampliadas.

O grupo avalia que haverá sete motores de crescimento em áreas como oncologia, cardiorenal, hemofilia, saúde feminina, oftalmologia e AVC. A expectativa é diversificar a atuação, sem depender de uma única linha de produto.

Perspectivas de produtos e novos usos

Entre as apostas, está a darolutamida, usada no tratamento do câncer de próstata, com potencial de venda de 300 milhões de euros na LatAm ao ampliar indicações para diferentes estágios da doença. A perspectiva é ampliar o alcance terapêutico.

Outra aposta envolve a finerenona, usada no tratamento renal de pacientes com diabetes tipo 2. Ao ampliar a indicação para casos de falha cardíaca, a empresa estima chegar a 200 milhões de euros em vendas apenas na região.

Contexto de patentes e desempenho regional

O impulso de novos lançamentos ocorre após a perda de patentes de grandes bloqueadores, como o anticoagulante Xarelto. O produto chegou a representar um terço das vendas da Bayer na LatAm, perdeu a proteção no Brasil em 2021 e se abriu aos genéricos até 2024.

Jacob lembra que o Xarelto teve forte presença no mercado brasileiro, com saída de vários concorrentes. A Bayer reconhece o impacto da entrada de mais de 50 genéricos, mas aponta que a LatAm fechou 2025 como a segunda maior região de crescimento global.

Mesmo com a desaceleração no México, a Bayer projeta recuperação do mercado mexicano em 2026, com avanço estimado de 20% ao ano. A empresa reforça que não há previsão de novas perdas de patente relevantes nos próximos cinco anos.

Investimento em inovação no Brasil

A Bayer aposta na América Latina para pesquisas e desenvolvimento de novos produtos. No Brasil, a pesquisa clínica ganhou impulso com a aprovação da Lei da Pesquisa Clínica, que reduz prazos de aprovação para até 90 dias.

O governo federal estima que o Brasil represente menos de 2% da pesquisa clínica mundial. A nova lei deve dobrar o número de estudos registrados em 2024 e reverter a tendência de queda observada desde 2022.

Jacob vê na mudança regulatória um marco para atrair investimentos em pesquisa, com a primeira pesquisa de fase 1 fora de EUA e Europa a ocorrer no Brasil. Ele destaca a diversidade populacional como ativo para estudos.

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