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Seneca Evercore avalia virar banco ao ampliar área de crédito

Seneca Evercore avalia tornar-se banco à medida que amplia crédito e equipe, lidera emissões de CRIs e estuda licença bancária

Daniel Wainstein: 'Estamos ampliando nossa plataforma e considerando a possibilidade de nos tornar um banco'
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  • A Seneca Evercore avalia abrir licença bancária à medida que amplia a equipe e as operações no Brasil, segundo o sócio-fundador Daniel Wainstein em entrevista à Bloomberg News.
  • A boutique, apoiada pela Evercore, está ampliando a plataforma de crédito e o escritório em São Paulo, que tem o dobro do tamanho da antiga sede.
  • A empresa pretende aumentar em cerca de trinta por cento a equipe de relacionamento com clientes na área de mercado de capitais de dívida, passando de 14 para aproximadamente 18 pessoas.
  • Neste ano, a Seneca Evercore liderou duas emissões de CRIs para a construtora FGR Incoporações, captando R$ 312 milhões.
  • O volume total de emissões de títulos locais no Brasil caiu 4,1% em relação ao ano anterior, para R$ 492,4 bilhões, após o recorde de 2024.

A Seneca Evercore, boutique brasileira de assessoria financeira apoiada pela Evercore, avalia obter uma licença bancária conforme amplia sua área de crédito e sua atuação no Brasil. Em entrevista exclusiva à Bloomberg News, o sócio-fundador Daniel Wainstein informou que a empresa está fortalecendo a plataforma e aumentando a equipe no país.

O novo escritório da companhia em São Paulo, que tem o dobro do espaço da antiga sede, recebeu a entrevista. Wainstein destacou que o crescimento no crédito levou a Seneca Evercore a considerar a possibilidade de se transformar em banco, sem abrir mão do foco em assessoria.

A empresa, conhecida pela atuação em fusões e aquisições e reestruturação de dívidas, iniciou em 2024 a estruturação de títulos locais para aproveitar o peso do crédito privado em um cenário de juros elevados. Hoje, a organização tem cerca de 50 funcionários.

Dentro de planos de expansão, a Seneca Evercore mira um aumento de aproximadamente 30% na equipe de relacionamento com clientes na área de mercado de capitais de dívida, que hoje soma 14 profissionais. A meta é ampliar o portfólio de atuação e de clientes.

Neste ano, a empresa liderou duas emissões de títulos imobiliários, os chamados CRIs, para a construtora FGR Incorporações, captando 312 milhões de reais. Os dados são destacados no site da companhia.

No cenário macro, os dados de 2024 mostram o recorde de 513,5 bilhões de reais em emissões de títulos locais no Brasil, seguido de uma queda de 4,1% em 2025, para 492,4 bilhões, segundo levantamento da Bloomberg.

Wainstein comparou a participação de crédito entre bancos brasileiros e norte-americanos, apontando que os quatro maiores bancos do Brasil detinham cerca de 90% do crédito corporativo local há cinco anos e hoje respondem por aproximadamente 50%. Nos EUA, esse peso é inferior a 10%.

O executivo ressaltou que o mercado de capitais é um caminho natural para as empresas brasileiras obterem financiamento, considerando a evolução do cenário local. A Seneca Evercore foi até 2021 sob uma participação de 20% da Evercore, resultante de uma aliança estratégica mantida pelo menos um ano antes. Wainstein permanece com participação majoritária, ao lado de outros executivos.

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