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Rússia aproveita petróleo da guerra no Irã para garantir benefício

Kremlin vende petróleo estocado no mar para financiar a guerra; recesão global pode impactar rublo e economia russa.

Vladímir Putin preside un encuentro en el Kremlin el pasado 5 de marzo con motivo del Día de la Mujer.
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  • O porta-voz de Vladimir Putin, Dmitri Peskov, afirmou que a Rússia precisa garantir seu benefício sempre que possível, mesmo que isso soe cínico.
  • Moscou colocou à venda o petróleo que mantinha em reservas flutuantes, elevando temporariamente suas receitas, mas há preocupação com uma possível recessão global que afete a economia russa.
  • Países como Índia, China e Turquia podem aproveitar a janela para comprar petróleo russo; Washington tem liberado parcialmente compras até início de abril para conter preços.
  • O barril Brent ficou próximo de noventa dólares, cerca de vinte e cinco por cento acima do nível anterior ao conflito, com analistas dizendo que o mercado absorveu a crise melhor do que em 2022.
  • O Kremlin enfrenta a chamada “economia da morte” e o risco de inflação elevada, while o rublo pode se valorizar, dificultando a indústria doméstica e elevando gastos com a guerra.

El Kremlin mobilizou parte do petróleo russo armazenado em alto mar, aproveitando a elevação dos preços provocada pela crise entre EUA, Israel e Irã. A operação busca assegurar ganhos para o orçamento russo, independentemente das críticas internacionais.

Segundo o porta-voz Dmitri Peskov, a prioridade é garantir o benefício do país sempre que possível, mesmo diante de críticas. A declaração reflete a visão de que a Rússia atua conforme interesses estratégicos na geopolítica atual.

O petróleo colocado no mercado ocorre em meio a sanções e dificuldades de compradores para o petróleo russo. A Casa Branca intensificou pressões anteriormente, mas flexibilizou parcialmente as regras para algumas refinarias na Índia, até início de abril.

A contabilidade do Kremlin aponta que a previsão de receitas com hidrocarbonetos representa cerca de 25% do orçamento anual, com petróleo e gás como principais fontes de renda estatal. A dependência energética molda decisões de política externa.

Paralelamente, analistas destacam que o cenário pode fortalecer temporariamente o rublo, mas aumenta riscos de inflação interna e pressão fiscal. Especialistas alertam para possíveis impactos na indústria e no consumo.

Economistas ressaltam que a crise pode provocar volatilidade global, afetando exportações russas a médio prazo. Chine, Índia e Turquia são citadas como possíveis compradores que podem aproveitar a janela de oportunidade.

Dinâmica econômica e orçamento

O peso dos hidrocarbonetos no orçamento russo é relevante, mas não resolve todos os problemas. O governo projeta quase 40% de gastos em defesa e indústria bélica, pressionando serviços civis e consumo. O rublo tem mostrado resistência, mas segue sujeito a choques externos.

Especialistas apontam que a inflação pode permanecer elevada mesmo com ganhos pontuais. O Banco Central de Rússia monitoriza a inflação e a demanda interna, buscando evitar descompassos que comprometam a estabilidade monetária.

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