- Retail Mind Group anunciou investimento de R$ 650 milhões no Brasil até 2031, voltado ao desenvolvimento de retail parks (complexos comerciais de conveniência).
- Foco inicial: região da Grande São Paulo e cidades do interior, em raio de até três horas da capital, com aquisição de terrenos e centros comerciais de médio porte.
- Empresa tem 21 empreendimentos no portfólio global de real estate (6 em operação e 15 em desenvolvimento). No Brasil, operação comandada por Manoela Whitaker; equipe inclui nomes como Priscila Mifano e Melina Wood.
- O ticket médio de implantação de cada empreendimento fica em torno de R$ 100 milhões, o que permitiria, em tese, a construção de cerca de seis parque de varejo.
- Além dos investimentos, a Retail Mind pretende aumentar a gestão de marcas no país, mirando 15 empresas sob sua gestão até o fim do ano e cerca de 200 unidades em operação no Brasil, já com a Danki integrada.
A Retail Mind Group, empresa portuguesa de desenvolvimento e gestão de ativos de varejo, anunciou um investimento de aproximadamente R$ 650 milhões no Brasil até 2031. O foco inicial será a criação de retail parks, modelos de centros comerciais voltados à conveniência, com atuação prevista na Grande São Paulo e em cidades do interior a até três horas da capital. A estratégia envolve aquisição de terrenos e construção de empreendimentos de médio porte para compras do cotidiano.
Segundo a empresa, o objetivo é oferecer um espaço com lojas de grande porte e serviços agrupados, com acesso direto pelo estacionamento. O projeto prevê áreas alugáveis entre 8 mil e 25 mil m², em terrenos que podem chegar a 60 mil m². As unidades devem abrigar supermercados, farmácias, pet shops, lojas esportivas e outros serviços essenciais.
O que são os retail parks
O modelo de retail park proposto reúne grandes lojas em espaço aberto, com operação independente de cada unidade. O conceito fica entre strip malls e shopping centers, priorizando conveniência e serviços essenciais num único local. A área bruta locável prevista para cada projeto varia conforme o terreno.
A expectativa é que o investimento gere economia de escala e atraia marcas que ainda não atuam com força no Brasil. O ticket médio de implantação fica em torno de R$ 100 milhões por empreendimento, o que pode viabilizar a implantação de cerca de seis parques. O mercado brasileiro é visto como capaz de comportar dezenas de projetos.
Estrutura e cronograma da operação
Para a implementação no Brasil, a empresa não pretende usar diretamente o caixa corporativo, atuando por meio de capital de investidores locais e internacionais. A operação brasileira será gerida pela executiva Manoela Whitaker, ex-Iguatemi, com o apoio de profissionais como Priscila Mifano e Melina Wood.
Até o momento, não há previsão de início de projetos na cidade de São Paulo. A escolha de terrenos envolve tanto áreas greenfield quanto espaços já existentes que possam receber reformas significativas. O foco permanece na construção de uma rede de centros de conveniência.
Expansão de marcas e atuação local
Paralelamente, a Retail Mind trabalha para ampliar sua plataforma de expansão de marcas no Brasil, atuando como porta de entrada para o mercado nacional e como vitrine para investidores internacionais. A meta é gerenciar 15 marcas até o fim do ano, com cerca de 200 unidades em operação no país.
Entre as marcas já apoiadas pela empresa está a Danki, que atua em tênis premium. A Retail Mind auxiliará a marca na ampliação no Brasil e terá planos de internacionalização, inicialmente pela América Latina, seguido de Portugal e Europa, conforme demanda.
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