- Datafolha aponta pessimismo econômico entre brasileiros em 46% (em meses anteriores eram 41%), com 24% dizendo que houve melhora (contra 29%).
- Expectativas para o futuro também são negativas: 35% acreditam que a economia vai piorar, ante 21% em dezembro; 30% veem melhora.
- Pessimismo é maior entre evangélicos (57%) e entre eleitores que apoiam Flávio Bolsonaro (77%), contrastando com 14% entre apoiadores de Lula.
- Avaliação de Lula permanece estável, com 32% de aprovação; 40% avaliam negativamente, dentro da margem de erro.
- A percepção sobre finanças pessoais piorou (33% dizem que a situação financeira piorou; 30% dizem que melhorou), e 61% prevêem inflação alta nos próximos meses.
O Datafolha divulgou nesta quarta-feira (11) os resultados de uma nova rodada da pesquisa sobre a percepção econômica. 46% dos entrevistados disseram ter visto a economia piorar nos últimos meses, ante 41% no fim do ano passado. O índice de melhoria caiu de 29% para 24%.
O levantamento também mostra que, na comparação com abril de 2025, o pessimismo atingiu pico de 55% em relação à economia. A avaliação negativa é mais elevada entre evangélicos (57%) e entre eleitores que apoiam Flávio Bolsonaro (77%).
Entre católicos, o pessimismo é de 41%. O estudo ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios entre 3 e 5 de março, com margem de erro de dois pontos percentuais e 95% de confiança. Registro na Justiça Eleitoral: BR-03715/2026.
Posição de governo e expectativas
A avaliação do governo federal segue estável: Lula tem 32% de aprovação entre dezembro de 2025 e março de 2026. A desaprovação ficou em 40%, dentro da margem de erro.
Sobre o cenário pessoal, 33% acreditam que sua situação financeira piorou, frente 26% em dezembro. O otimismo caiu, com 30% esperando melhora, ante 46% no fim de 2025.
A inflação preocupa: 61% dos entrevistados acreditam que os preços vão subir nos próximos meses, 11% esperam queda e 23% veem estabilidade. A expectativa de desemprego também subiu, com 48% prevendo aumento de vagas nos próximos meses.
Em relação ao desemprego, apenas 21% acreditam que a taxa deve cair. O IBGE aponta, porém, taxa de desemprego de 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, um dos menores da série histórica.
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